Koh Lanta

Koh Lanta é uma grande ilha no Mar de Andaman, próxima a Krabi. Depois do casamento, queríamos praia e sol até o fim de nossos dias na Tailândia, e sendo altíssima temporada optamos por Koh Lanta por ser mais calma, família, menos da zoeira, mas ainda assim com belas praias e próxima de belas ilhas. Amigos que conhecem bem da Tailândia ficaram meio que sem entender porque resolvemos nos basear lá, sugeriram Railay (que é maravilhosa, e em qualquer outra circunstância é o que teríamos feito) mas a verdade é que a gente não estava afim de muvuca, e depois do salseiro em Kata Beach, eu tive certeza da boa escolha. Estávamos com mais dois casais, o que também facilitou na escolha por uma ilha mais sossegada. Tínhamos nossa turma, não precisámos de muito mais.

A ilha realmente é mais slow, tem restaurantes ótimos, bares ótimos, um stand de massagem em cada esquina, praias gostosas, e barcos saindo de lá para todo canto para onde você queira ir. Em nossos primeiros dias, levando em conta o trânsito menos nervoso de Koh Lanta, alugamos uma scooter (Sr. Mati aprendeu a dirigir lá, maior orgulho rs) e focamos em encontrar praias, passear por mangues, explorar Koh Lanta, provar alguns drinks, comer frango frito pela rua, e foi assim, maravilhoso. Encontramos por lá a tranquilidade que queríamos, daquela de poder deixar as coisas na areia e ir nadar sem se preocupar, gente curtindo numa boa, sem exageros e sem afetação. 
Minha praia favorita em Koh Lanta, Phra Ae Beach
E frutas na Tailândia são tão boas quanto no Brasil <3
Mr. & Mrs. Reynolds encarando uma lama na motinha
E o "posto"de gasolina pra motinha
E o mangue maravilhoso que encontramos na garupa da motinha :)
E a blogueirinha, né? Não pode faltar!
Na virada de ano novo eu me vesti de branco, pulei 7 ondas, assistimos os fogos, e soltamos lanternas de fogo pelo ar, no maior estilo tailandês. Encontramos uma festinha, bebemos uns negocinhos, e foi o mais próximo do reveillon basileiro que eu cheguei desde a virada de 2014/2015 rs. Então fiquei felizona!
Antes de soltar nossa lanterna e fazer nossos pedidos
No dia primeiro eu estava decidida a ver uma praia Thai Style babadeira hahaha.. A verdade é que as praias em Koh Lanta são lindas, o mar azul é maravilhoso, mas convenhamos que não é nada que a gente não veja na Bahia, em Angra, sei lá, né? Eu queria mesmo era ver aquelas rochas incríveis num mar esmeralda, eu queria ver aquela Tailândia do instagram rs. Acordamos meio tarde, passamos numa agência e agendamos um passeio para a parte da tarde, e olha, arrasei rs. O passeio custou algo em torno de 30 dólares por pessoa. O carro nos pegou e fomos até o mangue, de onde saímos num long tail boat e fomos até a Koh Talabeng, uma ilha nas proximidades. Era exatamente o que eu estava procurando. Água verde linda maravilhosa, rochas imensas, uma paisagem de cair o queixo. Lá fizemos kayaking em torno da ilha, paramos em pontos estratégicos para observar macacos comendo conchinhas, mergulhamos, e eu estava sentindo uma felicidade que mal cabia em mim. Uma pena que não tínhamos câmera a prova d'água, então o único registro que tenho desse lugar lindo foi uma foto tirada por uma menina que tinha uma go pro. O resto ficou tudo na memória, e ta bom assim :) 
Oi Tailândia <3
Sério... olha isso!
Feliz eu?
O passeio incluia snorkeling numa outra ilha, mas estávamos um pouco atrasados porque no nosso grupo tinha uma família muito buscapé que atrasou o rolê inteiro, e pra piorar a maré estava um pouco adiantada rs, e aí para não encalharmos na volta, acabamos pulando essa parte do passeio. Mas eu já estava feliz, o que eu queria eu tinha tido, e estava também com fome, então voltamos sem reclamar. Comemos um franguinho frito na rua, e a noite, de banho tomado, fomos jantar num lugar bem gostoso e depois tomar drinks na beira do mar. 
Isso é que é marinheiro! Quando a gente estava quase encalhando ele foi lá e resolveu o rolê todo
E ainda tivemos a chance de ver uns macaquinhos de perto enquanto navegávemos de volta
Eu não tinha grandes vontades na Tailândia... tudo que eu queria era comer bem, tomar sol, nadar no mar, fazer massagem e conhecer Maya Bay. Basicamente era isso, e eu já tinha feito quase tudo, então dedicamos o nosso último dia inteiro em Koh Lanta a ticar o último item da minha to do list, conhecer Phi Phi e Maya Bay. Fechamos então um passeio de um dia inteiro que nos levaria para lá, e sobre o qual eu falarei também num post separado, porque merece (por bons e maus motivos). 

Em nossa última manhã em Koh Lanta fomos à praia, fizemos massagem, torramos no sol,  nadamos, e agradecemos muito pela viagem maravilhosa que tivemos.
Porque viajar pra um lugar desse com amigos é das melhores coisas que podíamos ter feito
Se eu recomendo Koh Lanta como parada obrigatória na Tailândia? Não. Não acho que seja parada obrigatória. Quando eu estava pesquisando, li sobre várias ilhas que são também lindas e tem uma paisagem bem diferente do que encontramos no Brasil: Koh Phi Phi, Railay, Koh Tao, Koh Samui (alias, fica essa dica, Koh é ilha em tailandês rs). Nós descartamos opções que ficavam no golfo da Tailândia por ser época de chuva lá, e priorizamos o mar de Andamam, que fica do outro lado. Em baixa temporada, eu sem dúvida teria me baseado em Railay, que parece ser linda de doer. Mas nesse momento do ano e da nossa vibe, Koh Lanta e seu sossego, seu clima de vilarejo praiano, sua badalação moderadíssima, era o que precisávamos. E foi maravilhoso. Só de lembrar eu tenho vontade de chorar, tenho vontade de voltar, tenho vontade de estar lá pra sempre. Na garupa da nossa scooter, agarradinha no meu Matinho, vendo aqueles por do sol incríveis, todos os dias da vida. 

Little chat

Ando meio puta com a Suíça rs... Esse país não é hub de nenhuma cia aérea low cost. Alias, bem ao contrário, é hub da Swiss, uma empresa sabidamente cara. Resumindo: to eu aqui na Europa, e voar pra qualquer lugar nos feriados disponíveis (porque emprego do bofe não é flexível) está pelo menos 150 francos por pessoa. É caro, gente.. É CARO. Pra piorar, os aeroportos aqui são pequenos, não tem muuuitos voos, e quando a oferta cai, o preço sobe né. Tem hora que vale mais a pena e pegar um trem e ir pra Milão, e voar de lá, do que voar de qualquer dos aeroportos daqui. Fico vendo esse povo indo de Londres pra tudo que é lugar por 60, 70 dinheiros, e só posso invejar. Não vejo a hora de ser ryca e sair voando mais que galinha nervosa por aí hahaha... 
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Eu faço aula de alemão, obviamente, num grupo para adultos. A pessoa mais nova do grupo tem 18 anos, e a mais velha acho que sou eu rs. Mas a real é que não tem criança na sala né... Pois é, em teoria não tem. Mas tem uma criatura lá que faz beicinho pra tudo, que se você não fizer as coisas do jeito dela emburra, empaca, faz mal criação, e que GRITA! Sério, gente... tem condição uma coisa dessa? Mulher de seus vinte e tantos, advogada, casada e grita com os coleguinhas quando não chegam em acordo sobre a gramática de uma frase! O ser humano não cansa de surpreender. 

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Se em novembro e dezembro nós quase congelamos por aqui e achamos que esse seria o último inverno das nossas vidas, porque morreríamos congelados de tanto frio, rs, janeiro veio para mostrar que a gente fez muito drama pra pouco gelo rs. Foi o janeiro mais quente da história da Suíça. Tivemos vários dias completamente primaveris, com flores brotando por essa Berna toda, e mal fez frio. Fomos esquiar em alguns lugares mais baixos e a neve era toda fabricada, porque o inverno não deu conta da diversão. Eu, pessoalmente, não me queixo rs. Porque não sou um ser do frio, não gosto de me encasacar inteira, fico desmotivada e preguiçosa no inverno e tal, então nem achei tão ruim. Mas vamos combinar que tem algo de muito errado no meio ambiente, né... Dias quentes de primavera em pleno mês de janeiro na Suíça é punk! 

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Pra encerrar, gostaria de deixar essa reflexão aqui: O que é dar certo? Eu venho tendo essa conversa com algumas amigas há um tempo, e acho que esse texto da Nina Lemos faz um excelente panorama da questão. O quanto as nossas ambições na vida - e consequente fracassos (porque sim, são intimamente ligados) - são produtos da sociedade que valoriza um modelo profissional. Mais pra frente eu vou fazer um post sobre isso, que ainda está meio enrolado nas minhas ideias... Mas a leitura é ótima e eu não queria acabar esquecendo de indicar ;) 

Dicas de Phuket

Minha experiência em Phuket teve seu lado Ruth e seu lado Raquel, e agora deixo aqui minhas dicas para que vocês só encontrem a Ruth por lá hahaha..
Onde ficar
Phuket é imensa, e acho que deixei bem claro nos meus outros posts que eu recomendo Mai Khao Beach com força rs. Mas acho que tem outros fatores pra ser levado em consideração, como nível de baladação desejado, público, etc. Eu li uns artigos antes de decidir por Kata Beach, e vou deixa-los aqui: esse e esse. Acho que um outro fator determinante para a merda que rolou com a gente em Kata Beach foi o fato de ser altíssima temporada. O período de Natal e Ano Novo é quando o turismo na Tailândia alcança seu nível máximo, e Phuket é a porta de entrada para as ilhas. Então acho que quem estiver indo fora de temporada (dizem que março e abril são meses ótimos para pegar tempo bom e praias vazias, acomodações baratas, etc) deve ter outra experiência. Ah, e quem é rico e fica nuns resorts super exclusivos também não passa nervoso não, hahahaha vai amar Phuket em qualquer lugar.
Mai Khao é amor
A chegada
Phuket é uma ilha bem grande, e o aeroporto fica no norte. Transporte público eu não vi. Uma saída é fechar um transfer com o lugar que você vai ficar. Os preços são quase todos tabelados, e mesmo Mai Khao Beach, que fica super perto, custa em torno de 500 baht. Nós pegamos taxi, e aí já vem um tombo: você paga 50 baht pra entrar no taxi, e 150 pra sair, mais o valor do taxímetro. Meio ridículo, né? Como assim tem taxa de entrada e de saída? Se não quiser pagar tem que ficar no taxi pra sempre, rs? Nossa viagem para Kata Beach, no outro extremo da ilha, ficou em 900 baht, ou 30 dólares. Uma opção é encontrar alguém indo pras mesmas bandas que você,  assim divide o valor. 
Falando em chegada... ela é assim <3
Locomoção na Ilha
Como a Ilha é grande, não rola andar entre uma praia e outra. Muuuita gente aluga scooter, mas a gente ficou meio ressabiado porque não temos experiência, e ainda por cima vimos um russo todo estrupiado no meio da rua esperando atendimento rs. O trânsito nas ilhas ainda é bem selvagem, e acho que pra quem não tem muita prática com moto, é meio arriscado. Mas um monte de gente se arrisca. Lá é cheio de tuktuk e taxi, mas como eu contei, em alta temporada é um saco negociar preço, os caras enfiam e torcem a faca. Portanto, é bem provável que você acabe ficando mais na praia onde se hospedar. Também dá pra alugar carro, claro, mas vai da segurança de cada um tourear aquele trânsito, que ainda por cima é em mão inglesa.
Nos locomovendo de tuktuk hahaha
Estadia
Phuket vai te dar um range imenso de preços, estilos e afins. Tem pra TODOS os bolsos. Claro que vai depender, novamente, de temporada e local. Por exemplo, Mai Khao achei tudo mais salgadinho, por ser uma praia mais de resorts. Em Kata Beach tinha opções de tudo que é preço. Como eu disse no meu outro post, em Kata recomendo o Kanya Cozy Bungalows, onde passamos a nossa noite pós catástrofe, e em Mai Khao ficamos no Orchidilla Residence. Uma delícia de lugar, quarto enorme (era um apartamento na verdade, com sala separada, cozinha e banheiro imensos), piscininha, climinha gostoso e donos super simpáticos que nos ajudaram com tudo que precisamos. Pagamos coisa de 250 reais por noite lá, e tirando o hotel 5 estrelas, foi a acomodação mais cara da viagem.

Passeios
Tem agência vendendo passeio pra outras ilhas em tudo que é esquina. O mais badalado, claro, é Koh Phi Phi. Esses passeios saem do Rassada Pier, que fica meio que no meio da ilha. O legal é que a maioria das agências busca você no hotel de manhã, então você não precisa gastar seu dinheiro indo pro Pier. Mas acho bem legal dar uma olhada nas agências com quem vocês fecham passeio, porque já vi relatos de experiências não tão legais (aqui a Juliana do "Eu Ando pelo Mundo" conta a dela). 

Preços
Achei tudo mais salgadinho em Phuket, principalmente em Kata Beach. Comida de rua sempre tem, mas vi bem menos, com o agravante de que é mais difícil seguir a lógica de observar onde tem thai people comendo, já que o lugar ta infestado de turista e você praticamente só vê tailandeses trabalhando. Tinha vários restaurantes com cara de tourist trap, aqueles com preço nem tão barato, mas sem qualidade. Mas ainda assim, comemos bem com preço bom seguindo recomendações do google (alias, eu acho as avaliações do google sempre mais acertadas que trip advisor ou booking). A massagem tailandesa, por exemplo, eu paguei 200 baht por uma hora em Bangkok, fora da área turística. Em Koh Lanta paguei 300. Em Phuket era 350, ou 400, dependendo do lugar. Já em Mai Khao comemos bem barato. Acho que se for comer no restaurante de resort deve ser caro, mas nós nos ativemos aos restaurantes de beira de praia ou na beira da rua, bem thai, e os preços eram precinhos rs. Num dos jantares a gente se acabou, tomou várias cervejas, e deu menos de 15 dólares por pessoa. Num outro almoço, coisa de 15 dólares o casal. Mais um ponto pra Mai Khao.  

Segurança
A Tailândia é super segura, e isso acho que não muda em lugar nenhum. Minha amiga que mora lá já morou em Krabi, em Pattaya, e agora em Bangkok, já viajou o país todo, e afirmou que nunca se sentiu insegura, e eu também não senti insegurança de modo geral. Mas em Kata Beach, depois de tanta gente tentando tirar vantagem de nós, deu medinho de largar a bolsa sozinha na praia, sabe. Acho que o pior que pode te acontecer por lá segue sendo pequenos furtos. Batedor de carteira, gente que vai levar sua bolsa se você se distrair, essas coisas. Em Mai Khao a gente ficou praticamente sozinho na praia, então largamos as coisas na areia sem a menor preocupação. 

Por fim, acho que o tópico mais controverso de todos: vale a pena ir pra Phuket?
Olha... se não tivéssemos um casamento lá, acho que não teríamos ido. Ninguém falou muito bem, todo mundo bateu na tecla de que é tudo massificado por lá, ultra explorado, caro e sem o thai touch. E não precisa necessariamente ser assim, você pode ter vários tipos de experiência em Phuket. As praias são lindas, mas tão lindas quanto as praias do Recife ou da Bahia. Então, acho que pra quem quer ver belezas e praias bem diferentes, o que vale a pena é ir direto pras ilhas. Inclusive, mais a frente vou falar da minha experiência em Phi Phi, mas já adianto que vale muito a pena se hospedar em Phi Phi e ir visitar Maya Bay bem cedo pela manhã, antes dos barcos que vem de Phuket chegar. Agora se a ideia é só lay low, ter uns dias de belas praias e agito, sem ficar se estressando com barco, viagens em alto mar e coisas do tipo, Phuket vale a pena sim. 

Janeirão

Comecei 2018 toda otimista, toda animada, toda cheia de planos. Não é pra menos... comecei 2018 na Tailândia, realizando um sonho, conhecendo lugares incríveis, rodeada por amigos queridos, e acho que a vida não fica muito melhor que isso. Então não teria como não estar otimista, né?

A volta pra casa foi aquele caos de sempre, um pouco de jetlag, um monte de roupa suja, geladeira vazia e afins. Mas rapidinho tudo entrou nos eixos, e eu fui encontrar as amigas, fui esquiar, voltei pro ballet, e fui olhar pro que eu queria realizar esse ano. No dia 22 voltei pro curso intensivo de alemão. Duas horas por dia, de segunda a sexta, iniciando o nível B2. Tenho achado bem difícil, tem hora que dá uma canseira, porque a gente ta sempre falando errado, usando o verbo errado, a estrutura da frase errada, mas ok... vamos indo. 
Cheguei por aqui debaixo de nevasca...
E já aproveitei pra botar o esqui em dia
Li mais livros em janeiro do que em 2017 inteiro rs... E nem é exagero heim. Eu comecei a ler um livro no dia 30 de dezembro, terminei ele, li mais outros três e comecei um quinto (a quem interessar possa, os livros são: Biografia do David Bowie, trilogia 1Q84 e Those Faraday Girls, uma novelinha bem gostosa de ler). E se não me engano, eu li somente 4 livros em 2017, então é isso, em janeiro eu super botei em dia a leitura, e devo dizer que tive que morder a língua. Eu gosto de livro de papel, sempre torci o nariz pro Kindle. Mas a verdade é que quando acabei meu livro do Bowie no meio das férias, tendo tantos voos pela frente, não vi outra opção que não baixar o app do Kindle pra iPhone e assim poder ler mais. E no fim, foi o que me fez ler tanto em janeiro, porque ao invés de ficar no facebook e instagram, enquanto eu ando de trem, de ônibus ou estou entediada, eu saco o celular e leio. Sem precisar "lembrar" de carregar o livro pra lá e pra cá. Uma bela estratégia. 

Na cozinha também comecei a variar... O Google é meu guia nesse assunto, e eu tenho procurado coisas diferentes. Fiz tacos pela primeira vez (e o viciado em comida mexicana aqui aprovou), variei receitas com frango, e encontrei coisas novas para ir testando agora em fevereiro. Outro dia me peguei pensando que esses anos de desemprego e vida de dona de casa me aproximaram da cozinha, e deixei de ser aquela pessoa que só sabe fazer macarrão rs. Eu fico zoando que sou a Palmirinha, mas né... to longe de ser, e nem quero. Não sei se já falei aqui, mas eu não gosto de cozinhar hahaha.. nunca gostei. Mas ao menos aprendi a me virar, a fazer coisas saborosas, e não murcho de tristeza quando tenho que comer minha própria comida :) 
meu trycerotaco
No campo da beleza (rysos rysissimos) eu to com uma rotina bem simples, mas que já é mais do que eu sempre fiz. Passo uns creminhos, uns hidratantes, faço máscara coreana e fico feliz da vida hahaha. Além disso, estou tentando comer porções menores, porque eu engordei bem nas férias, fiquei meio chocada com a redondisse da cara em algumas fotos. Eu sou muito comilona, gosto mesmo de comer, e as vezes rola um exagero, então estou tentando maneirar. Pra contribuir resolvi passar um mês sem bebidas alcóolicas. Dizem que desincha, rs. Então bebi meu último drink do mês no dia 20, e assim vamos até dia 20 de fevereiro! 

Apesar de não fazer parte das minhas atuais resoluções este ano, sigo na saga atrás de lugares novos em Berna. Pela primeira vez fui ao Ka We De, um clube público aqui, que tem piscina no calor, e patinação e hóquei no gelo no frio. Fomos também num bar muito fofinho chamado Kurt & Kurt no centro, e também conheci um outro lugar, o Café Effinger, bem hipsterzinho. Alias, conheci o Café, que é também um espaço de coworking, porque me envolvi num projeto como voluntária, e tive a minha primeira reunião da vida em alemão lá. Se eu entendi tudo que se passou? NEMFU. Mas ok. Eu tentei, e eu virei voluntária num projeto pequeno e bem bacaninha. Ainda no caminho da minha suicização completa, haha, andei fazendo caminhadas aqui perto de casa. Tem umas florestas por aqui, e em dias de sol a luz por lá fica a coisa mais linda. Tem que aproveitar, e eu estou aprendendo cada vez mais a me jogar no meio do mato. Tem também ruazinhas fofas com prédios gracinhas, e eu adoro.
Patinando num bad hair day
E essas montanhas maravilhosas <3
Pelas ruas de Ostermundigen
Agora me diz se essas casas não são uma graça?
Por fim, janeiro foi o mês em que eu tentei dar grande passo para a retomada da minha carreira. Se ainda não posso trabalhar, paciência. Mas resolvi fazer desse limão uma limonada, e mais uma vez usar o tempo que tenho a meu dispor. Me candidatei e fui aceita para uma vaga num CAS (Certificate of Advanced Studies) numa grande Universidade daqui. Fiquei super animada. Porém não consegui a bolsa que eu precisava, e agora estou tentando resolver esse BO. Porque eu não tenho o dinheiro, mas to cheia de vontade, e acho que seria um passo bem importante pra mim. Veremos o fim dessa novela.

Meu ano ta começando do melhor jeito, cheio de otimismo, de energia e de boa vontade. Que a força esteja comigo :)

Phuket - Mai Khao Beach

Acordamos plenos e felizes, sob o Buda gigante aparecendo na nossa varanda fofa. O pesadelo Kata Beach tinha acabado, e era hora de pegar um taxi para Mai Khao, onde amigos nos esperavam. Mai Khao é a praia mais próxima do aeroporto de Phuket, no norte, e mesmo sem trânsito, fazer esse trajeto do norte ao sul, dura uma hora. Phuket é grande assim. 

Chegamos em Mai Khao e logo fomos encontrar a turma. Fomos fazer um passeio de barco até o Parque Nacional em Phang-nga. Foi muito delícia, porque encostamos numa praia que estava vazia, e passamos o dia lá, com o único intuito de conhecer as outras pessoas que estavam lá para a mesma coisa que nós: casar duas amigas queridas. As noivas são amigas de Mati, se conheceram na Tailândia, tem uma história bacana com o país, moraram pelo mundo, e escolheram casar lá e reunir amigos de toda parte do mundo. Foi muito gostoso conhecer tantas pessoas interessantes, com histórias variadas, mas que dividiam conosco o mesmo carinho por duas pessoas lindas. Além da companhia, a paisagem era de babar: na área de Phang-nga tem muitas rochas gigantes, daquelas que a gente imagina em praias tailandesas, sabe? Inclusive a James Bond Island, uma das famosas ilhas. Nós não adentramos pelas pedras, porque estávamos num barco muito grande. Mas ainda assim, elas estavam lá, ao fundo, embelezando o nosso dia. Quando voltamos, ainda tivemos tempo de ir olhar Mai Khao Beach de perto e babar no pôr do sol. Ai Tailândia... 
A lindeza de Phang-nga
Primeiro barquinho florido tailandês
Oi Mai Khao
E o por do sol maravilhoso
Procurando restaurantes e conversando com os nossos hosts, ficamos sabendo que Mai Khao é uma área bem "relax", como já tinha dado pra perceber. Por lá tem muitos resorts, e basicamente todos os turistas da área ficam nesses resorts, aproveitam a estrutura do lugar, e por isso mal tem restaurantes grandes ou lugares muito turísticos. Mas encontramos um lugar na beira da praia pelo trip advisor, e comemos um jantar delicioso, com tudo fresquinho, preparado na hora. Das coisas que mais gostei na Tailândia foi de comer peixe inteiro, sabe? Quando ele vem todinho grelhado, ou defumado, pro seu prato? E tudo muito barato. 

Uma outra coisa bacana de Mai Khao é que como os turistas ficam concentrados em resorts (que devem providenciar locomoção e passeios para os hóspedes), você não vê gente tentando te empurrar coisa no meio da rua. Não tem taxista querendo tirar vantagem. Alias, não tem taxista, rs. Até pra achar tuktuk dá trabalho. E nós, que não estávamos em resort, mas numa delicinha de pousada, acabamos nos locomovendo por lá na base da carona rs. Toda hora que passava alguém de motinha, ou carretinha, a gente pedia, perguntava o valor, combinava ali, e ía. Inclusive um dos momentos impagáveis da viagem foi quando, pra voltar pra casa depois desse jantar aí de cima, paramos uma gangue de tiazinhas hahaha.. Cada um montou na garupa das motinhas delas, e fomos embora.  
Locomoção em Mai Khao


No dia seguinte fomos explorar a praia, e gente... que praia! Um minuto de silêncio para Mai Khao, com sua faixa de areia branca, imensa, sua água azul maravilhosa e seu total de zero multidões. 
O que dizer?
Vocês também estão vendo essas ZERO pessoas? Pois é... isso em Phuket
E quando aparece alguém é um pescador das antigas <3
E eu não queria mais nada da minha vida!
Pra deixar tudo ainda mais bonito, os aviões pousam e decolam ali do lado, mas curiosamente o vento deve soprar pra outra direção, porque não se ouve quase barulho nenhum. Você fica ali, só observando a lindeza da praia, aquele bichão chegando, saindo, parece uma pintura. 

O casamento foi na beira dessa praia maravilhosa, numa das cerimônias mais fofas e cheia de significado que eu já presenciei (e olha que eu presenciei muito casamento maravilhoso nessa vida rs). Teve amiga cantando à capela, teve chegada de tuktuk, teve um pôr do sol arrebatador, teve discursos lindos, Beyonce cover, e teve mergulho na piscina de madrugada. Foi uma catarse coletiva, e foi o momento em que ficamos mais felizes por ter feito essa viagem. Ver os lugares mais lindos do mundo é demais, mas acho que nada dá mais alegria do que ver a felicidade daqueles que amamos. 
E casar nesse cenário?
E com esse por do sol de pano de fundo?
Nossa última manhã em Mai Khao foi meio conturbada, rs. Acordamos bem baleados, e acabamos perdendo o nosso ferry para Koh Lanta. Mas no fim, não teve problema não. Fomos curtir uma ressaca coletiva com o pessoal do casamento, e perder a vista naquele mar maravilhoso. 

Por fim, fica aqui meu apelo: se você quer mesmo ir à Phuket, e não está afim de agito, de turismo  de massa, de apelação sexual, de exploração e de encheção de saco, vá a Mai Khao. VÁ. A . MAI. KHAO. 

Phuket - Kata Beach

Chegamos em Phuket de avião, e mal sabíamos que estávamos prestes a tomar uns tombos rs. Nossa estadia em Phuket foi de 4 noites, divididas em dois extremos da ilha. Passamos as duas primeiras noites em Kata Beach, e as duas últimas em Mai Khao Beach, onde tivemos um dos casamentos mais lindos <3  O post de dicas vem depois, mas anotem: Mai Khao Beach. Para quem quiser ir à Phuket, esse é o lugar. 

Como teríamos que estar em Phuket para o casamento, resolvemos passar uns dias a mais em outra área da ilha para conhecer. Eu só escutava falar mal de Patong, onde o turismo de massa (e sexual) é brutal, e por isso nem cogitei ficar na área. Li que cada uma das praias de Phuket tem um perfil, e optei por Kata Beach, pois li que ali era uma área menos "atacada" pelos turistas, mas ainda com infra estrutura e tal. Kata Beach fica bem ao sul da Ilha, e chegando lá eu até tive a impressão de que a coisa era mais suave. Ledo engano: se aquilo é suave, eu não quero imaginar o que acontece em Patong. Digamos que Kata Beach é toda tomada por turistas de maioria russa, e alguns suecos, na maioria em família. Há prostitutas nas ruas da avenida principal, mas nada agressivo. Agora o que me irritou mesmo foi aquela sensação de "pega turista", sabe? Os tuktuks queriam cobrar 300 bahts pra andar 5 minutos, os passeios que eu ia olhando pareciam extremamente caros, e eu só fui ficando irritada... 

E aí, rolou então a maior merda da viagem, e eu vou abrir aqui um parênteses pra contar sobre a minha primeira grande arapuca viajante rs. 
"Eu tinha feito uma reserva pelo booking num hostel para essas duas noites em Kata Beach. O hostel era todo bonitinho, o quarto era privado, simples, porém gracinha nas fotos e tal. Chegamos lá no horário combinado, já passando das 22h, e a recepcionista, super simpática, falou que no segundo dia teríamos que mudar de quarto. Então pedimos a ela que nos acomodasse diretamente no segundo quarto, pois não queríamos ter que fazer a mudança. Ela falou ok, e que esse segundo quarto era numa "second building" do hostel. A coisa já ficou esquisita quando uma menina veio de carro nos buscar. Que merda é essa?! Que second building longe é essa?! Mas beleza... Chegando lá, o lugar era uma bomba, sério. Eu fiquei bem incomodada, mas estava cansada, pensei ok, vamos dormir aqui duas noites, no big deal. Saímos para jantar, quando voltamos quase meia noite e eu precisei tomar banho no banheiro, comecei a chorar. Sério, o lugar dava nojo, tinha um buraco no chão do banheiro. O lençol da cama estava sujo, tinha um vazamento de água na parede, e naquelas alturas da madrugada sobrou me enrolar na minha canga e dormir chorando, já me coçando pelos bedbugs que eu tinha certeza que iriam se impregnar em mim. Pior, eu fui na recepção pedir papel higiênico, e acabei percebendo que second building o cacete, eles botaram a gente em outro hostel. Acordamos no dia seguinte e tinha sangue jorrando do meus olhos, eu queria guerra. Fizemos as malas e fomos lá pro hostel onde deveríamos estar hospedados. Ou vocês me acomodam no quarto que eu reservei, dentro do hostel que eu reservei, ou quero meu dinheiro de volta. Eu já estava pra lá de puta, porque tinha planejado fazer um passeio de barco nesse dia, e ao invés disso, estava lá armando barraco na recepção do hostel. O cara tentou me enrolar, porque tinha feito overbooking, não tinha como me acomodar, e não queria devolver meu dinheiro. Pensem numa nega saindo do corpo, essa nega era eu. Eu gritei, berrei, chorei, metade do hostel ficou sabendo do babado, tamanha era minha ira. Aquele cara ficou se arrependendo da carniça que ele cutucou. Mati estava incrédulo diante das minhas feições distorcidas, rs. Long story short, eu peguei meu dinheiro de volta, achei outro lugar pelo booking, e saímos de lá. Fim da tragédia, certo?"

Errado. A gente precisando chegar nesse outro lugar, que era bem perto porém um morro e complicado de chegar a pé com malas, e os caras olhando a situação e querendo cobrar uma fortuna de tuktuk. Taxi pelo taxímetro, nem pensar: "500 baht". Eu mandei uns cinco caras tomar no c*, assim mesmo, em português, porque as minhas entranhas barraqueiras já estavam todas ali pra fora mesmo.

Mas aí chegamos no nosso lugar novo e ele era lindo, xuxu, bonito, cheiroso, no meio da mata e ainda com uma vista pro grande Buda, que é tipo uma estátua do Cristo, só que do Buda rs. Nosso passeio de barco já era, já passava das 13 horas, e pra não deixar a hérnia raivosa explodir dentro de mim, comemos um belíssimo curry e fomos pra praia. A nuvem negra começou a se dissipar, pero no mucho. Porque a praia tava bem da cheia, porque tinha criança jogando areia pra todo lado, porque eu queria aquelas praias maravilhosas tailandesas só pra mim, a real é que eu queria que Kata Beach explodisse com todo mundo dentro rs.

Mas ok, eu mergulhei, eu tomei uma cerveja, eu deixei aquele grande Buda começar a agir sobre meu espírito, rs. Vimos um por do sol lindíssimo, tomamos um mojito delícia, preparado por um tailandês muito, mas muito gentil, que nos lembrou de todas as outras pessoas simpáticas da viagem, de todas as coisas bacanas que tínhamos visto, e nos ajudou a esquecer o bando de filho da puta que povoou o nosso dia. Jantamos uma comidinha gostosa, e fomos para nosso bungalow na floresta.
A praia em Kata Beach... nada mal, né?
E esse arroz frito no abacaxi, que lindeza?
Eu e o por do sol maravicherry que Kata nos deu de presente, suponho que tentando fazer as pazes com a gente
E Gabriela lavadeira "lava rooooupa todo diiia que agoniiia"
Eu queria ter tirado mais fotos desse lugar incrível em que fomos parar na nossa segunda noite. Se alguém for a Kata Beach tome um banho de sal grosso antes lembre-se de ficar Kanya Cozy Bungalows. Salvou o nosso dia.
A vista da nossa varanda <3
E como esse post ta muito raivoso, ele não combina com todo o amor que rolou depois em Mai Khao. Por isso Phuket vai der duas partes: a parte Ruth e a parte Raquel. Raquel ficou aqui, encalacrada em Kata Beach. Próximo post é Rutinha <3

Dicas de Chiang Mai

Aqui contei sobre os nossos três dias e quatro noites em Chiang Mai, e agora vamos às dicas:

A chegada
Chegando no aeroporto você tem algumas opções. Nós pegamos taxi porque estávamos cansados, e não rolou taxímetro. Mesmo o que estava sinalizado como "meter taxi" foi preço fixo. Pagamos que 300 baht se não me engano. Outra opção são os tuktuks, que em Chiang Mai são um pouco diferente. São caminhonetes vermelhas que você senta na caçamba coberta, e o cara te leva pro lugar que você quer. Normalmente eles custam entre 30 e 50 baht por pessoa. Outra opção é negociar um transfer com o seu hotel/hostel. É bem comum pela Tailândia, e o preço é acordado previamente. O aeroporto é bem perto da cidade, e o trajeto não dura mais que 20 minutos. 

Estadia
Nós ficamos próximo ao Night Market, num Bed and Breakfast chamado Nice Sleep Box. Quando eu reservei, achei o nome super engraçado e não me liguei que era um hotel feito de conteiners, rs. Mas foi um acerto. Era tudo bonitinho, limpinho, tinha um café da manhã simples porém honesto, com ovos e pão. Todos os dias eles arrumavam o quarto, e quando deixamos a plaquinha de do not disturb na porta, eles deixaram uma sacolinha com água e papel higiênico para repormos. Mas o melhor de tudo era o Uncle Tao, o dono do lugar. Ele nos ajudou a organizar os passeios, e no último dia até nos levou para o aeroporto. E tudo isso por 25 francos a noite. Valeu demais! A área do Night Market fica fora da cidade antiga, mas coisa de 10 minutos a pé de uma das entradas, e é onde tem mais agito a noite, o que significa que é mais barulhenta. Acho que o legal é ficar mesmo ou por ali, ou na cidade antiga, que é onde você vai passar a maior parte do seu tempo em Chiang Mai.
Nossa Nice Sleep Box por dentro
... e por fora
Locomoção 
Andamos muito a pé em Chiang Mai, e quando precisamos pegamos os tuktuks vermelhos, que eram super práticos e baratos. Vi pouco transporte público, só alguns ônibus, e honestamente, não senti muita necessidade de pegar, dado o risco de se meter no ônibus errado ou não saber onde descer. 
Nos tuktuks de Chiang Mai
Clima
Chiang Mai é uma cidade "nas montanhas" da Tailândia, o que significa que tem uma altitude maior. Se em Bangkok penamos com os 33 graus no inverno, lá a gente penou foi com o friozinho da manhã e da noite rs. Para quem for no inverno, fica essa dica: de manhã e a noite as temperaturas podem chegar nos 12, 13 graus. Durante o dia fica bem quentinho, em torno dos 25, 27 graus. Ouvimos dizer por lá que demos "azar" e pegamos os 3 dias de frio que faz por ano lá rs... Mas enfim, levem um cardigãzinho, ou um moletom. Eu só tinha uma calça e uma camisa de manga comprida, e foi o que me restou.

Compras
Eu achei a parte de artesanato e coisas típicas muito mais bacanas em Chiang Mai do que em Bangkok. Tive a impressão de que são mais originais, de que rola um trabalho manual mais forte, de que eles são efetivamente mais especializados no assunto. Então acho que por lá é um bom lugar para comprar souvenirs, lembranças, roupas feitas em produção local, etc. Eu comprei uma bolsa de palha a coisa mais linda por lá, custou 10 francos, e fez muito sucesso no casamento. Também comprei uns imãs da Tailândia que bem diferentes do que vi nos outros lugares. E vi tanta roupa bonita, chic, puro design, sabe? Dava vontade de comprar tudo.  
Lojinhas do night market
Passeios
Não organizamos nada com antecedência, mas recomendo que quem queira visitar o Elephant Nature Park o faça, porque chegamos lá em dezembro e a próxima data disponível era fevereiro. Agendamos tudo de véspera com o Uncle Tao - ele ligava e conversava em tailandês com as pessoas, e no dia seguinte o carro estava lá nos esperando rs. Fizemos isso com a aula de culinária e o santuário de elefantes e olhando no preço do site, não pagamos nada a mais. Como contei no outro post, fizemos a aula de culinária da Asia Scenic, mas também recebi ótimas recomendações da A lot of Thai, cuja dona inclusive já foi algumas vezes cozinhar no Obá, um dos meus restaurantes favoritos em São Paulo. 

Preços
Ligeiramente mais barata que Bangkok, foi essa a impressão que tive de Chiang Mai. A estadia definitivamente foi bem em conta, e os restaurantes seguiam quase a mesma linha de preço. Não fizemos nenhum jantar fancy por lá, para poder comparar com os dois restaurantes mais bacaninhas que fomos em Bangkok. Mas no geral, gastávamos uns 20 dólares por refeição com drinks para os dois, em restaurante. Comendo na rua, haha.. acho que no Waroros, gastamos 5 dólares para nos refestelar de frango grito, sticky rice e manga.

Fora da cidade antiga
Passeamos na área de Nimman Road, que é afastada da cidade antiga, e me pareceu ser o "Jardins" da cidade rs. Lá tinha muito tailandês, e muitos gringos que moram na cidade. Vários shoppings, inclusive uns bem chics, muita gente curtindo um happy hour, enfim, uma vibe diferente da cidade antiga. Chegando aqui fui pesquisar e bingo! é isso mesmo. É onde a tailandesada mais "abastada" e os gringos moram. Achei massagem com precinhos mais amigos (eu ia fazer massagem, e Mati ia tomar cerveja rs), e vi várias lojinhas bonitinhas. Comemos também um frango frito maravilhoso no Cherng Doi, um restaurante bem simples porém bombado. Ir para Nimman é um must do da cidade? Sei lá, acho que não... mas se você tiver vários dias por lá, ou estiver de saco cheio de se sentir turistão manada rs, vale a pena sim. No meu outro post comentaram que Chiang Mai é a terra dos nômades digitais, onde vários deles ficam por meses, e eu tenho certeza que se hospedam em Nimman rs.

Agora, honestamente, acho que vale muito a visita em Chiang Mai. A cidade é muito gostosa, os templos são lindíssimos, o ritmo é bem mais tranquilo, e muitas pessoas com quem conversei disseram que preferiram Chiang Mais à Bangkok. Eu nem sei se consigo comparar as duas, mas fiquei feliz de ter comprado a ideia de Mati e ido pro norte :)

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