Aquela Árvore

Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é ficar xeretando pela internet, procurando gente interessante. Porque sim, tem muita gente criativa por aí. E essas pessoas fazem os meus dias mais felizes! Eu queria muito ser criativa assim, e olhar para algo tão banal, aparentemente tão trivial, e fazer parecer tão único. Acho que isso é um dom. 



Pois bem, o criativo que alegrou meu dia foi o Mark Hirsch, um fotógrafo de Iowa, que como todo fotógrafo profissional, não achou que a câmera do iPhone fosse lá grandes coisas. Mas aí ele fotografou Aquela Árvore que estava no caminho de todo dia há 19 anos. A partir deste dia, Mark fotografou Aquela Árvore todos os dias, durante 1 ano, com seu iPhone. O resultado é dos mais lindos, e vai virar livro. O site vale - muito - a visita!

Mais gelo, por favor...

As últimas semanas estão sendo complicadas. Estou num momento de questionar minhas escolhas, de parar pra pensar se era isso mesmo que eu desejei quando pulei algumas ondas no meu maravilhoso ano novo. Esse tipo de sentimento é um saco...te põe pra baixo, é aquela deprê do inferno, você só consegue ver as coisas ruins, tudo fica ainda muito pior, e tira a vontade das coisas boas. To nessa bad há uns dias. 
E aí que esse friozinho no final de semana, essa pinta de chuva e tal, não estava me ajudando a tirar a nhaca.  Mas né, hoje é sábado, e eu tenho uma má reputação a zelar. Eu vou é tomar meus bons drinks, por minha botinha zebu pra arrasar, paquerar todos os hipsters barbudos que achar no meu caminho, e voltar pra casa com aquela sensação de guerra perdida pro cartão de crédito (e pra dignidade), mas ganha pra alma!

A desgraça vai começar nos ótimos Vaccines, e vai acabar onde e quando o corpo cansar, porque a vida pode ta uma bosta, mas sábado é sempre sábado, e merece um pouco da nossa dedicação.


She's up there somewhere now

Ontem foi o dia das mães e eu passei o meu dia inteirinho agarrada na minha.
Hoje, depois de chegar morta do trabalho, resolvi assistir um dos meus filmes favoritos, o excelente Adeus, Lenin!
Assisti a primeira vez em 2004, porque o professor do cursinho disse que era um filme que podia ajudar na Fuvest. Fiquei encantada: é um filme muito original, sagaz e fofo...muito fofo! Alguns anos depois eu assisti de novo, e achei ainda mais interessante, os diálogos e as sacadas muito inteligentes. E então eu fui pra Berlim.. e eu me apaixonei por Berlim. E me apaixonei ainda mais pelo filme, em ver Berlim tão linda nele, tão igual e tão diferente dele. E hoje, vendo pela vigésima vez, eu entendi porque eu amo tanto: porque o que move o filme, além de Berlim, é uma mãe. O amor de mãe. E o amor que mãe desperta. E é tão lindo ver tudo o que o Alex faz pela mãe dele, e como ele é feliz de fazer... Não tem jeito. Não importa da onde você vem, em que época viveu... alguns sentimentos, só a mãe da gente faz brotar.


Love is all we need

Nas minhas xeretâncias pela internet, hoje eu achei esse site lindo, The Battle We Didn´t Choose . Um marido, fotógrafo se eu entendi bem, que fotografou a batalha de sua mulher contra o câncer de mama. E que lutou junto. E amou...amou muito. E com o lencinho em punho, depois de muito chorar, eu realizei que é isso que eu quero pra mim: um amor que seja amor até o fim!


Redneck's heart

Quem me conhece sabe que a minha vida se divide em AW/DW: antes do Wisconsin, e depois do Wisconsin.


Essa mudança toda não se deve a esse pedaço vermelho no mapa em si, mas às pessoas que eu conheci lá, aos interesses que eu passei a ter, à forma de ver o mundo e as pessoas, enfim, à pessoa que eu me tornei lá. Até então, eu sabia que eu gostava de viajar, mas nunca tinha viajado muito propriamente dito, haha. Acho que eu viajava mais na maionese do que pelo mundo. Eu tinha saído há pouco tempo de Pariquera, e ainda era crua aqui em São Paulo... ainda não tinha conhecido as pessoas que de fato eram diferentes de mim, pensavam diferente, tinham sido criadas de outra forma.E cheguei no Wisconsin e conheci aquela gente toda. Americanos, eslovacos, peruanos, poloneses, ucranianos, jamaicanos, russos, chilenos, lituanos, etc... Eu fiz amigos do CAZAQUISTÃO. Além da adaptação à uma (não) cultura diferente e todo o processo de ficar sozinha pelo mundo.

E não interessa se esse crescimento todo poderia ter sido em qualquer outro lugar: na Flórida, na California, em Pequim, Roma ou no próprio Cazaquistão. Foi no Wisconsin. E é por isso que eu amo aquele lugar.

Desde que voltei, todo americano que eu encontro e conto que morei no WI me olha com cara de "WTF?!".  Eu sempre tento explicar, mas mal começo e já desanimo, porque nunca faz total sentido.

Mas toda vez que eu lembro dele, dos lagos, das maçãs, da minha casa, meus amigos, meu carro, os parques, baladas e histórias (felizes ou não), ainda que 6 anos depois, me da uma nostalgia, e aí eu penso: Wisconsin, ninguém precisa entender, mas eu quero que você, com tudo o que tem dentro, fique pra sempre no meu coração.

*Escrito ouvindo: Tame Impala

There's no free lunch

Desde que eu saí de Pariquera, eu sempre fiz o que eu quis.
Sempre vivi a vida que eu quis (e que eu podia, né, senão estaria divando em Berlim). Festa atrás de festa, porres, ideias erradas, dançando como nunca, rindo, pra mim tudo sempre foi história pra contar. Embora a ressaca doesse, pra mim não tinha nada mais delicioso do que passar o domingo gargalhando das presepadas da semana.
Nunca fui irresponsável (ok, até fui uma vez ou outra, mas quem nunca, né?) e não sou uma perdida da vida. Muito pelo contrário: sou boa filha, respeito as pessoas, me formei em boa faculdade, minha carreira vai muito bem, obrigada. 

Mas eu sempre soube que viver a vida assim, como se ninguém tivesse olhando, deveria ter algum contra. Afinal de contas, se fosse assim, só maravilha, mais gente faria isso, né?! Pois é. Eu não me arrependo. Tanto não me arrependo, que as poucas vezes que eu parei pra pensar que "deveria me conter, o mundo julga, e se eu estou nele, tenho que dançar a música que toca, não importa quão chata seja", não durou 24 horas, porque eu não sei ser de outro jeito. 

Mas isso não significa que eu não pague um preço né... porque mulher com opinião, que não se intimida e não faz a frágil assusta. Assusta homem, assusta chefe, assusta, inclusive, quando chora. E por mais que ninguém diga, é sabido que aquela pessoa boazinha, que ta sempre sorrindo, que não esbraveja pra ninguém, que é super feminina e delicada em cada gesto, acaba agradando mais. Gera menos desconforto ao longo da vida. 

Os anos estão passando, e eu vou vendo que estou pagando com pequenas coisas, dia após dia, por ser exatamente do jeito que eu sou. E por mais que eu não queira viver de outra forma, sempre que eu identifico esse preço na razão de uma partida, confesso que ficou um pouco mais decepcionada com esse mundo. 


But if the stars shouldn't shine...

I can give it all on the first date
I don't have to exist outside this place
And dear know that I can change

But if stars, shouldn't shine
By the very first time
Then dear it's fine, so fine by me
'Cos we can give it time
So much time
With me

And I can draw the line on the first date
I'll let you cross it
Let you take every line I've got
When the time gets late

But if stars, shouldn't shine
By the very first time
Then dear it's fine, so fine by me
'Cos we can give it time
So much time
With me

If you want me
Let me know
Where do you wanna go
No need for talking
I already know
If you want me
Why go

I can give it all on the first date
I don't have to exist outside this place
And dear know that I can change

But if stars, shouldn't shine
By the very first time
Then dear it's fine, so fine by me
'Cos we can give it time
So much time
With me


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