Aquele amor...


A expectativa de reencontrar um grande e velho amor é assim mesmo... Amolece as pernas, tira o sono, o sossego, uma ansiedade que só passa quando eu coloco os meus olhos em você. E aí eu lembro de tudo que já passamos, e tudo que eu sonhei pra nós, e penso que não era pra ser. Mas você foi meu primeiro amor, daqueles grandes mesmo, e por isso eu não consigo te abandonar por inteiro. Você, de um jeito ou de outro, passa todos os dias pela minha cabeça. É um filme, uma foto, uma lembrança, um comentário, e eu me lembro o quanto poderíamos ser felizes. 
Então eu não perco uma oportunidade de te lembrar que eu existo. Eu não te esqueço, e não vou deixar você me esquecer. Eu passo pra dar aquele oi, descompromissado, mas cheio de significado. Vai que um dia a gente acerta os ponteiros, né... Quem sabe a hora chega, e eu volto pra sua vida, você volta pra minha, e a gente vive tudo aquilo que eu sonhei.

O dia que for pra ser, vai ser. Enquanto não é, a gente vai se encontrando, você vai me seduzindo, eu vou me entregando, voltando a ser cada dia mais louca por você. Chicago, see you soon... and yes, I love you!

Millenium, by Gabriela Milan

Expectativas, pra que tê-las?

Eu sei e todo mundo sabe: criar expectativas é o primeiro passo pra decepção. E eu ainda não estou 100% preparada pra não cair nessa armadilha. Sim, eu crio expectativas. Com relação à algumas coisas mais do que outras. Eu não crio expectativas pra viagens, festas, filmes, histórias. But when it comes to love... Pois é. Quando se trata de amor, a minha vida é um loop eterno daquela cena clássica de 500 dias com ela.




Eu tento, eu tento muito aprender, mas ainda não cheguei lá. Esse mundo virtual bicolunado, entre o que foi e o que deveria ter sido continua rolando, e eu pergunto: como parar? Quem tiver dicas, eu sou toda ouvidos, porque se for pra minha vida ser um filme, não é bem esse tipo de drama que eu quero não.

...try and take over the world!!

Eu sou da teoria que a evolução de Darwin se aplica às amizades: apenas as fortes sobrevivem. Seguindo essa linha, eu acabei me afastando de muita gente e ficando cada vez mais devota das minhas amigas de verdade. 
E foi assim que ela, que sempre foi minha amiga até debaixo d´água, desde os 5, 6 anos de idade, virou a minha companheira número um. Aquela que você divide tudo, que ta sempre pronta, que pode passar o dia dando uma conversadinha, que o assunto nunca acaba. E quando acaba, não tem cerimônia, não tem tchau...só tem um tempo até ele aparecer de novo, nunca tem despedida. 
A gente passava hoooras olhando uma pra cara da outra e dando risada das coisas mais bestas, inventando palavras, e filosofando sobre o nada, ou planejando nos mínimos detalhes como dominaríamos o mundo. 

Sim...nós sempre tivemos PLANOS, no maior estilo Cebolinha de infalibilidade. Cada final de semana era um capítulo novo do livro, aquele que a gente vem batalhando faz 10 anos, e que nunca saiu do papel porque todas as histórias seriam impublicáveis. Ela me consolou quando eu chorei porque o vestido da primeira comunhão era feio, e eu a defendi com unhas e dentes quando falaram que ela não tinha pai. Ela estava xeretando ali do lado quando eu dei o meu primeiro beijo. Eu estava esperando com brigadeiro quando ela levou o primeiro pé na bunda. Estávamos abraçadinhas no primeiro porre..e em todos os outros que vieram depois. E foi assim que em mais de 20 anos nunca estivemos longe. Fomos fazer intercâmbio na mesma época, e vivíamos as duas as novidades de ser estrangeira, cada um no seu canto. Ela escolheu Europa, eu escolhi os EUA. Ela era muito low profile, e eu era muito junkie food. A gente era tão, mas tããããão besta, que fizemos uma sessão de fotos na rua com folhas velhas intitulada "Outono em Nova York". 


E agora pra ela é outono, ela foi pra Nova York. Pela primeira vez estamos definitivamente uma em cada canto do mundo. E eu não parei pra pensar que domingo que vem nós não vamos almoçar no Pé, e nem jantar caldinho do Genésio. E eu não vou dormir no sofá dela com máscara da AirFrance. Alias, ela nem me deixou nenhuma máscara da AirFrance de lembrança. Nós também não vamos sentar na Benedito e ficar rindo das mesmas coisas sem falar nada. E, provavelmente, vai demorar muito até que a gente consiga se juntar numa balada bem lama. 

Mas eu estou tão feliz por ela, que eu não consegui pensar nisso ainda. Nós começamos o ano pedindo sucesso, e não tem como não pensar nela agora e não ver isso: S U C E S S O! A alegria dela é minha, a realização dela é minha, e eu sei que tudo vai continuar igual. Nós continuaremos fazendo PLANOS, nós continuaremos sendo idiotas, e o nosso livro vai continuar ganhando capítulos impublicáveis. A grande diferença é que dessa vez nós realmente começamos a dominar o mundo. 


Quem nunca??

Quem nunca entrou no salão pra fazer a unha e saiu de lá com um corte de cabelo que mudou a cara toda? 
Se você nunca, não sabe o favor que isso faz pra auto estima (quando as coisas dão certo, claro, rs). Eu nunca tinha feito uma mudança tão radical no cabelo, e fica aí a lição pra vida: quando tudo estiver uma merda, desapegue e mude! Mude tudo o que você conseguir...corte, pinte, alise, enrole, mude! Você vai se olhar no espelho e se amar, e se amar é exatamente o que você precisa quando tudo está uma merda. 

Dias melhores...

...eu acredito neles. MESMO.

Hoje é dia 17 de julho e 6 anos atrás eu estava chorando largada num aeroporto. Deixando pra trás um dos amores da minha vida (foram tantos, e sobrou nenhum pra contar a história, haha), deixando a vida que eu acreditava ser a minha e que me fazia feliz. Passei muito tempo pensando que eu tinha dado um passo pra trás e que tudo estava perdido. Hoje, quando penso nisso tudo, agradeço por ter sido sensata e voltado a tempo. Os dias melhores, que eu achei que jamais chegariam, chegaram e foram ótimos. Me formei, viajei, dancei, me diverti muito e mudei mais ainda. Eu jamais me perdoaria se estivesse naquela vida até hoje. 
Só que os dias já não estão assim tão bons. Estou passando por algumas provações e sinto que é hora de conquistar coisas novas. Quem sabe investir num novo amor da vida que vai durar 2 meses ou naquele curso de história da moda. Preciso encontrar a força que vai me ajudar a encarar esses tempos ruins e lembrar que aqueles dias tão lindos, que por mais que as vezes eu esqueça, sei que sempre vem, estão ali dobrando a esquina.


* ouvindo Little Wonders, que é cafona, mas que é uma das maiores lembranças daquela vida, que foi minha e me fez muito feliz.

Mein liebe

Já falei sobre meu amor por Berlim aqui. Inclui Berlim numa viagem por questão de conveniência geográfica, não pesquisei absolutamente nada sobre a cidade, e desembarquei lá de trem com tudo que eu lembrava das aulas do colégio. Só. E como dizem por aí, não criar expectativas é uma virtude... Veja bem: se você criar altas expectativas sobre Berlim, elas serão alcançadas, fique tranquilo. Mas cheguei lá sem fazer idéia do que me aguardava, e isso conseguiu deixa-la ainda mais incrível. Me apaixonei instantaneamente pela cidade, pelos bairros, pela vibe, pichações, batida eletrônica, e pela sensação de estar no meio de tudo, na maior paz. Detalhar como ver e viver tudo isso fica pra outro post. Agora, apenas um appetizer...


Ich liebe Berlim <3

Metas: sempre é tempo para mais uma!

Tava aqui, tirando aquelas bolinhas que insistem em surgir na minha meia, quando parei pra pensar: será que eu largo muito do que eu começo pela metade? Comecei a lembrar do ballet, do sapateado, do piano, francês...pois é...tudo que eu larguei pelo caminho. Pensando melhor ainda, fiquei com a impressão de que o que serve pra vida profissional eu levo até o fim, e o que serve pra mim, para o meu gosto pessoal, vai ficando pelo caminho conforme o tempo vai apertando, o dinheiro, a paciência, etc. Acho injusto. Acho injusto que eu leve os meus empregos tão a sério, passe o dia olhando o blackberry pra ver se o chefe mandou e-mail, mas tenha deixado tantas coisas que eu gostava pra trás por falta de tempo. Não que a solução seja tratar a minha vida profissional com desleixo, mas acho que ta na hora de olhar para a minha vida pessoal com o mesmo carinho. É isso, mais uma meta para 2013 :)

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