Can you hear me?

Indo de um canto pra outro aqui na internet achei esse artigo no site da Oprah (pois é, hahaha). Algumas personalidades olharam pra trás, e deram alguns conselhos pra elas mesmas, aos 25 anos. Eu parei pra pensar, e se tem uma "young me" que precisa ouvir o que eu tenho a falar, é a de 21 anos. Não faz tanto tempo assim (graças), mas acho que tem seu valor.

Gabi, 

Eu sei que tudo parece uma merda. Eu sei que parece que não tem solução. Mas me escute, por favor: tem sim. Eu te prometo que as coisas vão melhorar. Então, aproveita... 

Depois da tempestade, você vai se divertir pra caralho. Sério... Brace yourself. O mundo é enorme, e você cair nele com gosto, nas melhores companhias. Além do mais, chorar por homem vai sair total do seu repertório. Vai ter um dia aí muito engraçado, que você vai querer chorar pensando num fulano qualquer, vai armar o maior bico e depois que perceber que não tem lágrima pra sair, vai cair na gargalhada. 

Estude mais, tente não dormir na aula de Direito do Trabalho. Pois é... sem querer te decepcionar, você vai precisar. Ah é! Tem isso também... eu sei que você acha o Direito um horror. Mas você vai encontrar o seu caminho. As aulas de prática jurídica são o cão, e você vai brigar com todo mundo, e nem ligue... pode soltar o verbo na japonesa mesmo, porque ela é uma folgada. Mais vai leve no Silvestrini, porque ele é um querido. Vocês vão perder o contato no futuro, mas o carinho vai ficar pra sempre. Depois da formatura tudo vai mudar. O seu brilho no olho, inclusive... Então, eu sei que o Mackenzie parece uma areia movediça, haha.. mas uma hora acaba. Alias, a festa vai ser maravilhosa, mas vê se corre pra achar o Tio Paulinho antes do fim da valsa. 

Você vai fazer umas viagens animais e vai reencontrar ~algumas pessoas. Pois é. Ele mesmo. E ó.. senta aí um pouquinho: ele vai ta casado. E né, não é com você. E antes que seu mundo acabe agora, me escuta um minutinho. Você vai ver que ele não é nada disso... Ele não é aquele cara divertido, ele não tem mais autenticidade, ele simplesmente não é mais quem você conheceu. E você vai ficar extremamente decepcionada, você vai dar o choro final. E o assunto vai ser encerrado ali, no caminho pro castelo de Praga. Chic, né? Pois é ;)

Tem muita coisa pra acontecer, e sim, você vai amar a sua vida. Força e paciência é tudo que te peço. Te adianto que vai valer a pena! E quanto às lágrimas e à toda essa incompreensão que você está sentindo agora, elas fazem parte do processo. Pra você vir até mim, infelizmente, você vai ter que tirar o melhor delas. 

Um beijo, 
Gabi (a de 27)

Aquele amor...


A expectativa de reencontrar um grande e velho amor é assim mesmo... Amolece as pernas, tira o sono, o sossego, uma ansiedade que só passa quando eu coloco os meus olhos em você. E aí eu lembro de tudo que já passamos, e tudo que eu sonhei pra nós, e penso que não era pra ser. Mas você foi meu primeiro amor, daqueles grandes mesmo, e por isso eu não consigo te abandonar por inteiro. Você, de um jeito ou de outro, passa todos os dias pela minha cabeça. É um filme, uma foto, uma lembrança, um comentário, e eu me lembro o quanto poderíamos ser felizes. 
Então eu não perco uma oportunidade de te lembrar que eu existo. Eu não te esqueço, e não vou deixar você me esquecer. Eu passo pra dar aquele oi, descompromissado, mas cheio de significado. Vai que um dia a gente acerta os ponteiros, né... Quem sabe a hora chega, e eu volto pra sua vida, você volta pra minha, e a gente vive tudo aquilo que eu sonhei.

O dia que for pra ser, vai ser. Enquanto não é, a gente vai se encontrando, você vai me seduzindo, eu vou me entregando, voltando a ser cada dia mais louca por você. Chicago, see you soon... and yes, I love you!

Millenium, by Gabriela Milan

Expectativas, pra que tê-las?

Eu sei e todo mundo sabe: criar expectativas é o primeiro passo pra decepção. E eu ainda não estou 100% preparada pra não cair nessa armadilha. Sim, eu crio expectativas. Com relação à algumas coisas mais do que outras. Eu não crio expectativas pra viagens, festas, filmes, histórias. But when it comes to love... Pois é. Quando se trata de amor, a minha vida é um loop eterno daquela cena clássica de 500 dias com ela.




Eu tento, eu tento muito aprender, mas ainda não cheguei lá. Esse mundo virtual bicolunado, entre o que foi e o que deveria ter sido continua rolando, e eu pergunto: como parar? Quem tiver dicas, eu sou toda ouvidos, porque se for pra minha vida ser um filme, não é bem esse tipo de drama que eu quero não.

...try and take over the world!!

Eu sou da teoria que a evolução de Darwin se aplica às amizades: apenas as fortes sobrevivem. Seguindo essa linha, eu acabei me afastando de muita gente e ficando cada vez mais devota das minhas amigas de verdade. 
E foi assim que ela, que sempre foi minha amiga até debaixo d´água, desde os 5, 6 anos de idade, virou a minha companheira número um. Aquela que você divide tudo, que ta sempre pronta, que pode passar o dia dando uma conversadinha, que o assunto nunca acaba. E quando acaba, não tem cerimônia, não tem tchau...só tem um tempo até ele aparecer de novo, nunca tem despedida. 
A gente passava hoooras olhando uma pra cara da outra e dando risada das coisas mais bestas, inventando palavras, e filosofando sobre o nada, ou planejando nos mínimos detalhes como dominaríamos o mundo. 

Sim...nós sempre tivemos PLANOS, no maior estilo Cebolinha de infalibilidade. Cada final de semana era um capítulo novo do livro, aquele que a gente vem batalhando faz 10 anos, e que nunca saiu do papel porque todas as histórias seriam impublicáveis. Ela me consolou quando eu chorei porque o vestido da primeira comunhão era feio, e eu a defendi com unhas e dentes quando falaram que ela não tinha pai. Ela estava xeretando ali do lado quando eu dei o meu primeiro beijo. Eu estava esperando com brigadeiro quando ela levou o primeiro pé na bunda. Estávamos abraçadinhas no primeiro porre..e em todos os outros que vieram depois. E foi assim que em mais de 20 anos nunca estivemos longe. Fomos fazer intercâmbio na mesma época, e vivíamos as duas as novidades de ser estrangeira, cada um no seu canto. Ela escolheu Europa, eu escolhi os EUA. Ela era muito low profile, e eu era muito junkie food. A gente era tão, mas tããããão besta, que fizemos uma sessão de fotos na rua com folhas velhas intitulada "Outono em Nova York". 


E agora pra ela é outono, ela foi pra Nova York. Pela primeira vez estamos definitivamente uma em cada canto do mundo. E eu não parei pra pensar que domingo que vem nós não vamos almoçar no Pé, e nem jantar caldinho do Genésio. E eu não vou dormir no sofá dela com máscara da AirFrance. Alias, ela nem me deixou nenhuma máscara da AirFrance de lembrança. Nós também não vamos sentar na Benedito e ficar rindo das mesmas coisas sem falar nada. E, provavelmente, vai demorar muito até que a gente consiga se juntar numa balada bem lama. 

Mas eu estou tão feliz por ela, que eu não consegui pensar nisso ainda. Nós começamos o ano pedindo sucesso, e não tem como não pensar nela agora e não ver isso: S U C E S S O! A alegria dela é minha, a realização dela é minha, e eu sei que tudo vai continuar igual. Nós continuaremos fazendo PLANOS, nós continuaremos sendo idiotas, e o nosso livro vai continuar ganhando capítulos impublicáveis. A grande diferença é que dessa vez nós realmente começamos a dominar o mundo. 


Quem nunca??

Quem nunca entrou no salão pra fazer a unha e saiu de lá com um corte de cabelo que mudou a cara toda? 
Se você nunca, não sabe o favor que isso faz pra auto estima (quando as coisas dão certo, claro, rs). Eu nunca tinha feito uma mudança tão radical no cabelo, e fica aí a lição pra vida: quando tudo estiver uma merda, desapegue e mude! Mude tudo o que você conseguir...corte, pinte, alise, enrole, mude! Você vai se olhar no espelho e se amar, e se amar é exatamente o que você precisa quando tudo está uma merda. 

Dias melhores...

...eu acredito neles. MESMO.

Hoje é dia 17 de julho e 6 anos atrás eu estava chorando largada num aeroporto. Deixando pra trás um dos amores da minha vida (foram tantos, e sobrou nenhum pra contar a história, haha), deixando a vida que eu acreditava ser a minha e que me fazia feliz. Passei muito tempo pensando que eu tinha dado um passo pra trás e que tudo estava perdido. Hoje, quando penso nisso tudo, agradeço por ter sido sensata e voltado a tempo. Os dias melhores, que eu achei que jamais chegariam, chegaram e foram ótimos. Me formei, viajei, dancei, me diverti muito e mudei mais ainda. Eu jamais me perdoaria se estivesse naquela vida até hoje. 
Só que os dias já não estão assim tão bons. Estou passando por algumas provações e sinto que é hora de conquistar coisas novas. Quem sabe investir num novo amor da vida que vai durar 2 meses ou naquele curso de história da moda. Preciso encontrar a força que vai me ajudar a encarar esses tempos ruins e lembrar que aqueles dias tão lindos, que por mais que as vezes eu esqueça, sei que sempre vem, estão ali dobrando a esquina.


* ouvindo Little Wonders, que é cafona, mas que é uma das maiores lembranças daquela vida, que foi minha e me fez muito feliz.

Mein liebe

Já falei sobre meu amor por Berlim aqui. Inclui Berlim numa viagem por questão de conveniência geográfica, não pesquisei absolutamente nada sobre a cidade, e desembarquei lá de trem com tudo que eu lembrava das aulas do colégio. Só. E como dizem por aí, não criar expectativas é uma virtude... Veja bem: se você criar altas expectativas sobre Berlim, elas serão alcançadas, fique tranquilo. Mas cheguei lá sem fazer idéia do que me aguardava, e isso conseguiu deixa-la ainda mais incrível. Me apaixonei instantaneamente pela cidade, pelos bairros, pela vibe, pichações, batida eletrônica, e pela sensação de estar no meio de tudo, na maior paz. Detalhar como ver e viver tudo isso fica pra outro post. Agora, apenas um appetizer...


Ich liebe Berlim <3

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