Finalmente Italiana

Já faz muitos anos desde a última vez que escrevi sobre meu processo de cidadania aquiaqui, mas hoje vai ter quase 7 anos de racap. Senta que lá vem textão. 

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Na época, eu estava com tudo engatilhado pra entrar com a cidadania, considerando aquela coisa de ir pra Itália com suporte de assessoria, mas meio na dúvida e com medo de cair na mão de um picareta. A data era junho de 2017. Ali sabíamos que ainda faltava um ano para eu receber o visto B na Suíça, um visto de residência fixa que me permitiria trabalhar, então a ideia de fazer a cidadania logo era muito atrativa simplesmente porque me adiantava a possível entrada no mercado de trabalho. Só um refresco: entre julho de 2016 e julho de 2018, moramos aqui com um visto L para não europeus, que é um visto de residência temporária, e que me permitia viver, mas requeriria que um potencial empregador fizesse visto pra mim do zero, como se eu estivesse no Brasil, coisa que quase empresa nenhuma faz em casos normais.


(um parenteses importante: pela lei a pessoa deve se candidatar para a cidadania no lugar onde reside. Nesse esquema de assessoria, normalmente o indivíduo faz o famoso jeitinho brasileiro e estabelece a residência na Italia. Quem reside no Brasil, em tese deve entrar la no consulado responsável, e aguardar naquela fila. Quem reside na Suíça, deve entrar no consulado responsável aqui. Mas para isso, é necessário viver aqui com o visto de residência fixa, que é justamente o B que eu ainda não tinha em 2017. Ou seja, eu ainda não podia entrar com a cidadania aqui também. Minhas opções naquele momento ou era entrar no Brasil e aguardar décadas rs, ou fazer o jeitinho na Italia, passando um tempo lá). 


Acabei optando por esperar a residência fixa Suíça e dar entrada aqui. Ou seja, em julho de 2018 eu obtive meu permit B, me tornando residente oficial, e fui atrás de tirar todos os meus documentos novamente, porque o processo pede que os documentos sejam emitidos no máximo 6 meses antes de entrar com o pedido. Em dezembro eu tinha todos os documentos, e em janeiro comecei a me corresponder com a Embaixada em Berna, onde morava e era o lugar correto para eu dar entrada, para agendar um horário. Depois de revisar a documentação online inúmeras vezes, fazer solicitações, perguntas e afins, finalmente marcaram um horário para mim em abril de 2019. 


Eu já tinha sido alertada que o oficial responsável pelas cidadanias na Embaixada era meio casca grossa. Em nossa conversa, que durou uns 40 minutos, para além de olhar novamente minha documentação, agora física, ele desfilou preconceitos sobre brasileiros e argentinos, disse que minha única motivação para me tornar italiana era pra poder trabalhar na Suíça e ir aos EUA sem visto. Disse que era uma vergonha o país permitir que "todo tipo de gente" se tornasse cidadão, e tantas outras coisas que eu já nem me lembro. Se eu não tivesse preparada acho que eu teria chorado rs. Mas como eu tava sabendo, eu simplesmente foquei num ponto fixo pela janela enquanto ele dizia tudo isso. Quando acabou eu disse que entendia da onde vinha tanta frustração (de pura xenofobia né, mas essa parte omiti rs), mas que eu queria ser italiana por ter direito a isso. Que já trabalhava na Suíça, que era casada com americano e ia pra lá com frequencia, mas que tinha direito de ser italiana e desse direito eu não abriria mão enquanto a lei assim permitisse. O cara então perguntou minha profissão e onde eu trabalhava. Quando disse que era advogada, e onde trabalhava, o tom dele mudou. Confesso que nesse momento a vontade de ser italiana também deu uma balançada rs.. e você vai vendo que entre ele e entre o brasilero médio tem muito menos diferença do que ele gostaria. 


Ao fim dessa agradável conversa, paguei uma taxa de 340 francos, peguei um número de protocolo e fui embora. Ele disse que o processo de reconhecimento duraria cerca de um ano. Algumas semanas depois, ele me encaminhou uma solicitação ridícula: um atestado de fundação da comuna onde o meu antenato italiano nasceu, no qual constasse que o nascimento dele foi anterior a data de fundação. Eu entendi  que ele tava querendo fazer a coisa ficar impossível. Mas eu sou safa, mexi meus pauzinhos aqui e ali, e consegui uma pessoa que foi lá e tirou esse bendito atestado.


Em março de 2020 a pandemia bateu, e bateu forte na Italia, e a Embaixada simplesmente parou os serviços consulares. Por 3 anos, todos os meus pedidos de update vieram informando que os serviços estavam interrompidos. Em maio de 2023, já 4 anos depois da entrada do meu pedido, mais uma solicitação esdrúxula: o querido me disse que a certidão de nascimento do meu antenato somente dizia que ele nasceu na Italia, e não que ele era italiano, e que por isso eu deveria solicitar na Comuna responsável um documento atestando que ele era italiano. Eu já tava bem puta da vida, o cara tinha conferido minha documentação antes de eu dar entrada, durante a entrevista, e 4 anos depois me vinha com essa. Era claro que estavam colocando quantos obstáculos fossem possíveis. Mais uma vez, mexi meus pauzinhos, encontrei uma alma abençoada apaixoada por documentos históricos, que foi lá pessoalmente ver o que dava pra fazer. A oficial do comune ficou muito da braba, porque esse tipo de documento não existe, justamente porque a lei italiana à época dos fatos dizia que cidadãos nascidos na região (que foi anexada à Italia) automaticamente se tornavam italianos. Ela mandou um email com um documento, mas também passando uma descompostura no oficial da embaixada  rs. Eu achei bem bom, mas mais uma vez achei que eu tava bem longe de conseguir uma cidadania. 


Eu segui mandando email de follow up a cada 8, 10 semanas. E em setembro de 2024, um novo oficial me respondeu, dizendo que ainda aguardava o retorno do Consulado Italiano em São Paulo, que deveria confirmar que ninguém na linha entre o antenato italiano e eu renunciou à cidadania. Eu fiquei esperançosa de ver outro nome cuidando do meu caso rs. Consegui falar com o Consulado em SP, e a esperança foi pelo ralo quando eles me responderam que já tinham enviado isso tudo há tempos para a embaixada. Eu solicitei a gentileza de reencaminharem e eles concordaram. Eu então informei a Embaixada em Berna, e desde então nunca mais ouvi nada deles. Segui mandando meus follow ups, e nunca mais obtive resposta. Já estava resignada ao fato de que teria que ir lá, possivelmente armar uma cena, possivelmente aguardar mais alguns anos, possivelmente nunca ver essa cidadania. 


Mas eis que enviei um follow up semana passada, na quarte-feira, e sexta ao final do dia, o reconhecimento da minha cidadania chegou no meu email. Eu só fui ver esse email sábado de manhã rs, e fiquei eufórica! Mandei mensagem pra família toda, fomos almoçar numa padaria super italiana aqui, e eu passei o dia saboreando a conquista de algo que quis muito por muitos anos. A primeira ideia de que seria possível conseguir a cidadania surgiu em 2009... 15 anos, sabe... 


Agora, em termos práticos, eu preciso alterar o meu AIRE, pois não moro mais em Berna, e quando estiver registrada aqui em Zurich, solicitar meu passaporte italiano. Em termos ainda mais práticos, no momento pouca coisa muda para mim aqui. Mas o melhor, principal mesmo, é que eu me torno europeia, e com isso, não preciso mais renovar minha residencia anualmente com aval de empregador, já que europeus tem residência de 5 anos. Se resolver comprar uma propriedade, também podemos ter accesso a melhores condições de financiamento. E se um dia quisermos passar um tempo fora da Suíça, podemos fazer isso sem preocupação de não conseguir voltar, porque tudo é mais fácil sendo europeu.  Em todo caso, eu agora tenho um passaporte que me colocar numa condição de maior igualdade aqui dentro. 

Roadtrip Parte 3: Eslovênia, Verona e a volta pra casa

Comecei essa saga aqui e continuei aqui. Agora vamos ao trecho final dessa viagem que foi uma delícia. 


Saímos da Croácia numa sexta-feira, e a previsão era de chuva pro caminho. Mal a gente sabia... A nossa idéia era passar um dia em Piran, na costa da Eslovênia. Na nossa pesquisa encontramos umas praias bonitas, restaurantes, e tínhamos um plano. Porém uma chuva descomunal caiu sobre o país. Na nossa rota choveu muito, mas depois fomos descobrir que a chuva pegou o país inteiro, e foi a maior catástrofe natural que eles tiveram desde os anos 90. Enfim, perto do estrago que a chuva causou ao país, é desaforo reclamar. Mas se por um lado o plano de praia e afins estava completamente fora de cogitacão, mantivemos a parada em Piran, e de guarda-chuva na mão fomos explorar a cidade. O tempo acabou dando uma trégua, e conseguimos passar 2h desbravando cada cantinho daquela cidade, e quando entramos num restaurante pra almoçar, a chuva caiu de novo. Piran é uma gracinha, e é pequena. Em nossas poucas horas vimos tudo que vale a pena ver na cidade - que aliás, tem um sabor parecido com Rovinj na Croácia: uma cidadezinha pitoresca num morro, de frente pro Mar Adriático, bem azul. A arquitetura da cidade e dos prédios, inclusive, se assemelham. Acho que se a gente tivesse numa viagem avulsa por ali, teria ficado mais encantado com a cidade. Mas ter vindo de um lugar tão parecido nos deixou menos impactados. 





O plano de passar o dia na Eslovênia acabou sendo menos empolgante por conta do tempo, e assim que a chuva deu uma trégua, corremos pro carro e pegamos a estrada. Dirigimos num batidão só até Verona, na Italia. Foi cerca de 3h de estrada. Chegamos no nosso bed & breakfast super fofo: um quartinho avulso no quintal de uns senhores italianos muito fofinhos, nos arredores de Verona. E chovia. Saímos pra comer uma pizza, que tava de chorar de gostosa, e voltamos pra descansar. 


Começamos nosso sábado com um café da manhã delicioso no jardim, e eu apaixonada pela nossa host, uma professora aposetada muito querida e simpática. Pegamos então um busão e fomos pro centro da cidade. Foi minha primeira vez em Verona, e de cara já fiquei encantada com as cores pastéis da cidade. Mas olha.. QUANTA GENTE! Uma cidade completamente lotada de turista, muita, muuuita gente. Fomos andando pelas belas ruas, atrás das praças interessantes, das ruínas romanas, de lojinhas de segunda mão (na Italia é sempre babado, mas dessa vez não comprei nada), e chegamos finalmente na Arena de Verona, um anfiteatro romano lindíssimo. 





Depois de rodear a arena, de ficar de queixo caído com a preservação, nós continuamos nossa exploração por ruas fofinhas, e caímos na principal rua de compras da cidade, a Via Mazzini, que estava completamente abarrotada de gente. Seguindo por ela, eventualmente você chega nos arredores da tal Casa da Julieta fake rs. Mais uma vez, completamente lotada. Considerando que é uma invenção, não fazia sentido ficar ali encarando a multidão. Então optamos por, mais uma vez, nos perder pelas ruazinhas bonitas, tomar uma taça de vinho em bares que pareciam fofinhos, tomar gelatos, e andar, andar e andar. Esse é nosso tipo de viagem, quando vou escrever assim, percebo que a gente não tem roteiro, não tem muito o que contar, porque é isso que a gente faz: anda por ruas fofinhas. Eu fiquei bem encantada com Verona, mas impossível não pensar no problema que é o turismo de massa nessas cidades, que são bem pequenas. Eu fico imaginando morar lá, e todo dia dar de cara com multidões pelas ruas. Finalizamos o dia jantando no Mondodoro, e foi muito acertado. Tudo delicioso! E depois de um longo dia de mais de 20 mil passos, seguimos pra casa. 






No domingo acordamos, mais uma vez com um café lindíssimo posto sob as árvores do jardim, e depois de muita comilança e falação, partimos de Verona com direção ao Lago de Garda. Mais precisamente, depois de uma meia hora, chegamos em Peschiero di Garda, a vila mais famosinha em torno do lago. A cidade é uma graça, bem pitoresca, o lago é lindo de morrer, e tudo me lembrou a Suíça, porém lotada. Mais uma vez, a lotação da aquela impactada na experiência. Mas tomamos um café, observamos os barcos chegando e partindo do porto, e logo tomamos o caminho de casa. Depois de quase 5h de estrada, chegamos em casa. Fim de férias! 





Essa viagem me lembrou, mais uma vez, que eu amo fazer roadtrip, amo fazer do caminho parte do destino, parar em lugares belos, ver a vista pela janela, cantar com a janela aberta, e aproveitar cada minutinho. 

08/12: Agosto

Eu sei, eu sei, reta final de outubro já... mas estou comprometida a registrar 2023 mês a mês, mesmo que com muito atraso. Agosto foi um verão lindíssimo dentro do meu ano. Começamos de férias (comecei a contar mais detalhes aqui e aqui, e tem mais um post a caminho), e depois de volta a Zurich, a vibe sol, calor, festa, delícia, seguiu firme e forte. Muitos dias de mergulho depois do trabalho, encontro com amigos, e uma rotina de trabalho ainda não das mais pesadas, já que muita gente ainda segue tirando férias. Agosto é uma festa! 





E teve a street parade, que é a maior festa aberta de eletrônico do país... coisa de um milhão de pessoas na rua, fritando em techno, o pesadelo do jovem adulto, inclusive o meu, mas como sou arroz de festa, fiz o que? Isso mesmo, eu fui rs. Depois de 4h, deu pra mim, e voltamos em casa prontos pra assumir a velhice e deitar no sofá. Mas foi legal! É um fim de semana em que a cidade fica muito agitada, tem muitas festas paralelas, muito turista, e que me lembra bastante o clima de carnaval. 






Também fizemos um hike por uma cachoeira linda, passamos um dia chuvoso em Berna visitando amigos, fui ao lago pra fazer stand up paddle várias vezes, fomos a festinhas de bairro, e me dediquei firme a fazer exercícios. Olhando pra trás, depois do fim das férias, se por um lado não teve muita novidade, por outro tivemos ai 3 semanas de vida bem tranquila e gostosa. Tudo é melhor no verão rs... 








Vamos ao balanço do mês: 

- fazer um programa cultural por mês: fomos finalmente na Amazonia, exposição do Sebastião Salgado, que estava aqui em Zurich desde maio. É uma exposição maravilhosa. O Sebastião dispensa apresentações e comentários. A Amazonia traz um retrato lindíssimo do nosso povo e da nossa terra, imagens poderosas, e que dão a dimensão do que é a floresta, e de como um fotógrafo sensível consegue passar todos os verdes e cores através de imagens em preto e branco. Além disso, tem vídeos fortes das lideranças indígenas se posicionando, trazendo um pouco da realidade deles, e mostrando que tudo, TUDO, é político. Acho que a exposição ainda está em Milão, e sei que a daqui de Zurich já se mudou e inaugurou em Madrid. Quem tiver oportunidade de visitar, não perca! 



- priorizar exercício físico: fui disciplinada demais em agosto, fiz exercício pelo menos 4 vezes em cada uma dessas semanas pós férias ( e nas férias andei pelo menos 12 mil passos todo dia). Sucesso! 

- conhecer lugares novos pela Europa: bingo, mais uma meta alcançada. Já tínhamos estado no sul da Croácia, mas agora exploramos o norte. Também adicionamos um país novo na conta, pois passamos uma tarde na Eslovênia. E ainda aproveitamos para conhecer Verona e o Lago de Garda, dois lugares novos na Itália. 

Roadtrip Parte 2: 4 dias na Istria, Croácia


Comecei a falar da viagem aqui, e escrevi bem de leve sobre a nossa chegada em Rovinj. Acordamos na segunda de manhã numa cidade ensolarada, colorida, de ruazinhas fofas, roupas penduradas no varal. Ficamos num bed & breakfast muito bem localizado, um studio bem pequeno, mas perto da praça principal da cidade e num puro silêncio. Comecamos bem devagar, tomando um cafe da manhã em casa mesmo, e definindo o que faríamos do nosso dia. Alias, uma das coisas que combinamos nessa viagem é que justamente viveríamos um dia de cada vez, e não íamos roteirizar nada dos dias seguintes. E assim fizemos. 


Nosso primeiro dia foi todo em Rovinj. Fizemos um tour dos pontos de interesse na cidade, que basicamente se resume as ruazinhas, praças e a greja principal, paramos pra um cafézinho, e depois seguimos debaixo de um sol escaldante pra sede de uma vinícola, a Dobravak. A Croácia está começando a ganhar alguma notoriedade pela produção de vinhos, mas ainda é bem low profile. Nós fizemos uma degustação de 7 labels acompanhada de queijos da região, tomates e azeitonas do jardim, e gostamos muito de tudo. Aliás, o atendimento ótimo, a sommelier super querida, pediu se a gente não toparia ser modelo pra ela fazer um reels hahaha. A gente topou, e eu até repostei no meu instagram no dia. De lá seguimos pra um beach bar, Porton Biondi, com uma vista da cidade, cadeiras e guarda-sol. Ficamos por lá até quase o por do sol, tomando drinks, mergulhando, lendo, relaxando. De noite fomos jantar, e depois fomos até o Mediterraneo, um bar de drinks na beira da água que de cara já virou meu favorito rs. 

A nossa rua, super calma, mesmo a 2 minutos do fervo






Um pouco do nosso primeiro dia em Rovinj

No nosso segundo dia fomos pra Pula logo pela manhã. A cidade é um pouco mais conhecida porque tem um aeroporto, então muita gente chega na Croácia por ali, e é pouco menos de 1h de carro de onde estávamos. Achei a cidade menos charmosa que Rovinj, é maior, mais movimentada, mais turismo de massa. Mas tem sim seus pontos de interesse: muitas ruínas romanas, inclusive uma arena super preservada, lindíssima. Depois de rodar por Pula, seguimos pra uma praia que tava lotadíssima, uma vibe piscinão de Ramos ahahaha.. not impressed. Mas ficamos lá tomando nosso solzinho, mergulhamos, achamos um restaurante na beira da água pra comer uma lulinha frita, e férias né? Até quando tá ruim, ta bom. Mas a real é que a gente fica achando que nesse verão europeu só tem praia paradisíaca, e não... ta CHEIO de praia com pula pula na água, gentarada, povo com caixa de som alto, como sempre, onde tem ser humano, não tem paz. Galera largando sujeira na praia, um horror. Mas voltamos pra Rovinj debaixo de uma lua bonita, tomamos um sorvetinho, demos uma caminhada pela orla da cidade, e fomos dormir. 




Todo santo dia a gente lutou contra os carrapichos em Carlito rs.. um dia tiramos mais de 50



No terceiro dia resolvemos ir pro interior. Depois do café da manhã, dirigimos por cerca de 1h, e chegamos num estacionamento onde devemos deixar o carro para subir com o ônibus municipal até Motovun, uma vila muito bela no topo de uma montanha. A vilinha é pequena, você consegue andar por ela inteira em um hora. Tem muitas lojinhas de artesanato, casas, cafés, e uma vista panoramica do interior croata, que é super verde. Como essa área é conhecida pelas trufas locais, ligamos e conseguimos uma reserva no Zigante, um restaurante cuja especialiade é trufas. Foi uns 8 minutos de carro do estacionamento de Motovun até lá, descendo uma serrinha. A refeicão foi uma das melhores da viagem. Tudo muito gostoso, mas principalmente esse tagliatelle trufado. Saímos de lá felizes, comprei umas coisinhas na loja do restaurante (e o aceto balsamico é maravilhoso), e fomos pra um beach bar em Novigrad, onde mais uma vez ficamos até o por do sol, e depois dirigimos pra Rovinj e fechamos a noite nos drinks do Mediterraneo. 





Pelas ruas de Motovun

Um dos pratos mais gostosos que já comi na vida

No nosso último dia ficamos em Rovinj, e seguimos pras praias em direção sul. Nessa direção estão os resorts 5 estrelas de Rovinj, e os beach bars são absurdamente caros (150 euros a diária de cadeira e guardasol, ridículo). Mas passando eles você entra num parque nacional, e dali pra frente tem praias com bares mais gente como a gente rs. Mais uma vez, passamos o dia tomando sol, mergulhando, lendo, tomando drinks e curtindo a vista. Foi uma delícia! Fechamos nosso dia jantando e tomando mais um gelato. Alias, achei toda as nossas refeições, todos os gelatos, muito gostosos, e com preços bem justos. Rovinj está muito perto da Italia, e a influência na gastronomia é bem evidente. 







Na sexta-feira acordamos, arrumamos as nossas coisas e fomos tomar café da manhã num restaurante na nossa rua. De repente caiu uma baita chuva e, como a cidade é numa montanha, toda cortada por degraus, a enxurrada veio com força, muito rápido, quase assustador. Mas mudamos nossa mesa pra dentro, comemos, e quando terminamos, já tinha sol no céu. Aproveitamos pra seguir pro carro e nos despedir de Rovinj. Dirigimos para Verona, na Itália, mas fizemos umas paradas no caminho, e eu vou terminar essa viagem num último post. 


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