A colheita

Se por um lado parece que foi ontem que eu estava em êxtase por voltar a trabalhar, por outro parece que couberam 6 anos nesses 6 meses. Por questões estratégicas, por feeling, por um monte de coisas que eu poderia contar outra hora em outro post, optei por aceitar a vaga temporária de estagiária que me ofereceram, mesmo tendo uma oferta de emprego permanente e bem remunerado na outra mão. Eu sempre tomei decisões estratégicas na minha carreira, decisões que algumas pessoas não compreendiam muito, mas que pra mim faziam sentido no longo prazo. Não foi diferente dessa vez.

Só que pra um estágio fazer sentido nessas alturas da vida, eu tinha que fazer ele render muito. Eu tinha que me mostrar muito, mostrar tudo que aprendi nessa vida, e que eu era uma estagiária "diferenciada". Depois daquela primeira semana que é sempre meio marasmo, eu comecei a me jogar de cabeça no trabalho. Me enfiar em tudo que é reunião, puxar qualquer coisa pra mim, botando a cara no sol rs... Acabei ganhando um projeto de presente, e aos poucos fui criando meu espacinho. Comecei a mostrar para as chefes (sim, ainda tem isso, entrei numa equipe feminina muito incrível :) que eu conseguia fazer muita diferença. E começou a dar certo.

Terça-feira encerrei meu estágio com um contrato de especialista assinado :) Ainda não é uma vaga permanente de emprego, mas um contrato atrelado ao projeto que estou liderando, até dezembro. Se tudo correr como previsto, e o projeto decolar, a gente vê como fica depois. Mas eu estou com um orgulho que não cabe em mim. Por ter seguido minha intuição mais uma vez (e num ambiente tão desfavorável, vamos combinar), por ter conseguido provar meu valor, por estar de volta com tudo nesse mundo corporativo do qual tanto falo mal mas ao qual sou bem apegada rs. Some-se tudo isso que eu estou curtindo muito a empresa, sou liderada por mulheres inspiradoras, aprendo muito, conheço muita gente interessante. 

E por fim, mas não sou hipócrita de dizer que é menos importante: financeiramente entramos numa nova fase aqui. Não que a gente vá ficar rico, porque eu ainda sou empregada, não a dona da empresa hahaha, mas vamos ter um respiro. Nos dois anos em que não trabalhei nos descapitalizamos muito. A Suíça é cara, nós temos Baby que mora em outro país, e tínhamos economias em Reais. A gente não sabia desse problema do visto quando viemos (uma cortesia do RH do emprego de Mati, que nos informou incorretamente), e estávamos preparados para uma eventual demora para eu encontrar emprego, mas pensávamos em coisa entre 6 meses e um ano, mas não dois anos sem poder nem procurar. Eu encontrar um emprego o quanto antes (depois da novela do visto) era imperativo para continuarmos na Suíça. Tínhamos alguns planos B, C, etc, que ao invés de dar conforto, me tiravam o sono à noite. A verdade é que eu gosto muito, mas muito mesmo, de morar aqui e sair desse país sem ao menos ter tido a oportunidade de experimentar o mercado de trabalho era um cenário que me deixava deprimida. E ainda que o estágio não me pagasse um baita salário, ele já possibilitou que a gente refizesse um pouquinho as nossas economias. E agora, voltando a exercer um cargo de profissional graduada, a gente meio que entra numa "vida normal", como seria no Brasil, ou em qualquer outro lugar em que estivéssemos. 

Entre um contrato e outro eu pedi férias. Va lá que são não remuneradas rs, porque um contrato terminou e o outro não começou. Mas tudo bem. Passei os últimos dias dando um tapa na casa nova, que ta uma ligeira bagunça rs, e sábado vamos para uma semana de férias nas montanhas. Na volta eu ainda tenho um tempo para curtir minha Berna, relembrar meus dias de absoluta folga por essa cidade (dos quais, não nego, sinto certa saudade, porque o ser humano é um bicho complicado mesmo), tomar todos os cafés com minhas amigas, para retornar ao trabalho zerada. O futuro, ele chegou :)

De mudança na Suíça

Lá em 2016, depois de ter me mudado, eu fiz esse post contando da saga de encontrar nosso primeiro apartamento. Devo dizer que, mesmo sendo novata, fiz uma pintura bem real da função alugar casa em Berna rs. Mas como já contei, resolvemos mudar de casa, por vários motivos, mas o principal deles: estar no centro da cidade. A nossa experiência anterior era de pessoas recém chegadas no país, visitando apartamentos fora do centro. E agora vou contar um pouco da experiência de procurar apartamento no centro, e se mudar tendo já uma residência fixa na Suíça. Voilà.
Nossa primeira varanda, onde fomos muito felizes, e que agora fica pra trás :)
A procura
Como da outra vez, minha principal fonte de busca foi o ImmoScout24, o site onde se encontra o maior número de ofertas. Também usei o Home, Homegate, Anibis e um app chamado FlatFox.  Nesses sites é possível filtrar a busca por número de cômodos, bairro desejado, área, preço, etc. Muuitos apartamentos são repetidos entre os sites, mas eu entrava nesses sites uma vez por dia, todos os dias. Assim como há 2 anos atrás, era sempre necessário marcar a visita (as vezes o dia da visita já está marcado no anúncio, o que facilita), ir lá olhar, conversar e, se interessando, pegar o formulário para application. Acho que visitamos, possivelmente, uns 15 apartamentos, senão mais. Mandei candidatura pra mais da metade deles. Sobre essa parte, nada de diferente de antes. Mas...

Quero fazer umas considerações sobre Berna que podem valer pra outros lugares nessa Europa. Berna é uma cidade de mil anos, mas quando você sai do centro, é tudo "novo", de 1950 pra frente. Quando você vai pro centro da cidade, há prédios dos séculos XVIII, XIX, imaginem só rs. E aí tem várias coisas que são muito importantes de avaliar na visita: iluminação, divisão, etc. No centro de Berna tem muito prédio geminado, que só tem janela na frente e atrás, e por consequência, não recebem muita luz natural. Isso também pode acontecer com apartamento no último andar, os dachwohnungs, por conta to telhadinho em A, sabe? Outra coisa bem comum é o apartamento corredor (denominação minha rs): você entra e é um corredor cheio de portas. Aí numa porta é sala, noutra é cozinha, noutra é quarto, etc. Não tem um espaço aberto. Aparentemente esse tipo de coisa fazia sucesso em outras épocas, mas pra mim é um deal breaker. Por fim, uma outra preocupação que a gente nem pensa muito no Brasil: prédio tombado. A cidade antiga de Berna é inteira tombada, e cheia de apartamentos super charmosos onde mora muita gente. Mas se você tiver um vazamento, um probleminha qualquer, você tem que enfiar a Unesco no meio pra resolver. Tivemos amigos que ficaram quase um ano com vazamento no banheiro enquanto a burocracia se resolvia. Nosso antigo apartamento é da década de 40, e tem um layout um pouco "mais moderno". Tem sala aberta, e tal. Apesar de uns probleminhas, sou apaixonada por ele, e queria que desse pra fazer que nem em desenho animado (ou nos EUA haha): botar ele num caminhão e mudar pro centro, rs. Mas como não dá, a gente se atentou muito nas visitas, e também aceitamos que morar no centro seria possivelmente não morar tão bem e pagando mais. A vida é feita disso aí, né... escolhas. Enfim, tenham essas coisas em mente.
Cidade antiga: um sonho que pode virar um pesadelo
O application
Da outra vez éramos recém-chegados na Suíça, e por isso a gente não tinha referências, histórico nenhum. A escola de Mati se colocou como nossa referência, e era tudo que tínhamos, mas como estávamos procurando coisas fora do centro, onde a concorrência é mais baixa, foi suficiente. Dessa vez não.  Nesse tempo aqui aprendemos que uma cover letter com foto ajuda, e muito, no sucesso do application. Então fizemos uma, que a princípio eu mandei em inglês, mas ~curiosamente~, nos ofereceram um apartamento para o qual mandei a carta em alemão. Como já moramos aqui, além de preencher o application com as informações que pedem lá, precisamos anexar o Betreibungsregisterauszug, que é uma certidão negativa de débitos, e enviamos a cópia do nosso permit. Essa certidão você tira num órgão de administração da cidade, e tem que ser pra todos os moradores da futura casa. Aqui tiramos um pra mim, um pra Matt, e custou 17 francos cada um. Em todos os applications pediram referência do atual locador, e em alguns pediram referências pessoais e profissionais. Inclusive, ligaram pra minha chefe pra confirmar que eu trabalhava mesmo onde disse que trabalhava e se ganhava quanto disse que ganhava. Ou seja, não mintam rs... 
Meu favorito de todos os visitados. Infelizmente não rolou :(
Concorrência 
Quando começamos a procurar apartamento em 2016 nos falaram que a concorrência por casa aqui na Suíça era feroz, e vimos isso num apartamento que visitamos na Lorraine, um bairro meio hipster aqui de Berna. Mas fora do centro, mais precisamente em Ostermundigen e Muri, onde focamos a nossa busca, a concorrência não era tão alta. Lembro que até vimos outras pessoas olhando, mas era pouca gente. Acho que no máximo outros dois "concorrentes" ao mesmo tempo. Aplicamos pra quatro apartamentos e recebemos duas ofertas. Sucesso de 50% rs. Dessa vez o buraco foi BEM mais embaixo. Visitamos apartamentos que tinham outras 10, 15 pessoas olhando ao mesmo tempo. Mandamos pelo menos uns 10 applications, e recebemos duas ofertas somente rs. Alias, uma curiosidade: no começo do processo consideramos nos mudar pra Zurich, e eu acabei indo visitar um apartamento lá porque o preço estava bom e era bem próximo ao meu trabalho. Pois chegando lá, a fila pra entrar no apartamento descia do terceiro andar até a calçada. Eu fiquei uns 40 minutos lá, devia ter umas OITENTA pessoas, juro. Ou seja, em Berna a coisa é feia, mas realmente, nas "grandes cidades", como Zurich e Genebra, é bem pior. 
A foto é ruim porque eu tava tentando ser discreta rs.. Mas essa fila aí é de gente pra visitar o apartamento em Zurich 
Limpeza
Aqui na Suíça quando você sai de um apartamento tem uma limpeza obrigatória. E não é uma limpeza simples não.. é uma LIMPEZA forte. A minha imobiliária até mandou um checklist com as coisas que eles olham. Tem que tirar o calcário de tudo, limpar o filtro interno dos aquecedores, dentro do fogão, o filtro do exaustor, cada etc. Cada cantinho da casa é escrutinado na saída, e se acharem que não ta bom, eles mandam você limpar ali na hora. Muita gente encara a limpeza por conta. A gente optou por pagar uma empresa pra fazer, e é um troço CARO. Cotações para a limpeza (e a mudança, para quem se interessar, podem ser feitas no Movu). 

Por fim, de saída, é importante avisar todos os órgãos e empresas envolvidos no processo: prefeitura, empresa de energia, correio, seguro, etc. É um trabalhão do cão. Nos mudamos ontem, e o sentimento é de que estamos somente começando a resolver a trabalheira rs...

(des)Inspiração

Estou meio sumida daqui porque tem me faltado inspiração para escrever. Parece que anda me faltando assunto, não porque eu não tenha vivido nada interessante, mas porque minha cabeça está altamente dominada por alguns tópicos: trabalho, mudança e esqui. E aí que, pra não deixar esse blog às moscas, vim falar um pouco sobre esses temas, que tanto tomam conta dos meus pensamentos no momento. Voilà. 

Trabalho
O sorriso da criatura num workshop do trabalho... acho que ta gostando, né?
Em algumas semanas meu contrato de seis meses de estágio termina. Tem sido uma jornada daquelas... Me adaptar novamente à uma rotina de trabalho, somando aí um commute diário de mais de 3h, foi uma paulada. Mas foi muito bom entrar numa empresa e ir me descobrindo aos poucos muito interessada por ela. Acho que faz tempo que eu não curtia tanto um trabalho... alias, sei bem: desde 2013. E com isso foi me dando uma vontade enorme de ficar, o que me deu ainda mais gás pra trabalhar, pra ser notada, e valorizada. Ainda não tenho uma resposta em definitivo sobre o meu futuro, mas estou felícissima com a oportunidade que tive, com a forma como a agarrei e com tudo que desenvolvi nesses seis meses. Estou também bem cansada rs... E como nesses seis meses eu, no ritmo frenético, não usei todos meus dias de férias, nas próximas semanas terei vários rs, o que vai ser providencial pra esse momento de mudança. Falando nela... 

A Mudança
Mudamos daqui 10 dias, no dia 2 de fevereiro. A gente acabou optando por levar a facada e pagar uma empresa pra fazer nossa mudança. Não contratamos o pacote todo, daqueles que a galera vem e empacota sua casa, mas como meu apartamento novo é no 5o andar, achei por bem contratar a empresa para levar as coisas daqui pra lá, e desmontar e montar os móveis. Assim que cheguei de férias, pedi as caixas e comecei a empacotar de leve. Eu não sou uma Marie Kondo da organização, rs, mas tenho pavor de não cumprir prazos (advogada né mores hahaha), e a ideia de chegar dia 1 sem estar com tudo pronto tem me assombrado. Então comecei empacotando a sala, que basicamente só tem decoração, e foi bem rápida. Semana passada foi a vez do quarto de visitas, onde a gente acaba guardando (e acumulando) muita tranqueira. Agora, chegando mais perto, estamos andando com as roupas e demais coisas do quarto, e semana que vem, pra fechar, será a cozinha. Nesse processo acabei doando muita roupa, jogando muita coisa fora, e me chocando com o tanto de coisa que adquirimos em 2 anos e meio rs. Apesar da chatisse que é gastar meu tempo livre com afazeres domésticos, eu acho um exercício super necessário: avaliar as coisas que estão aí só atravancando o caminho, acumulando poeira e ocupando espaço. Dez longos dias pela frente. 
O bairro novo, em foto do Der Bund por Valérie Chételat
E minha rua nova, em foto do Wikipedia. Can't wait!
Esqui
Meu tema favorito do inverno rs... Nos outros anos, estando em casa, eu ia toda sexta-feira esquiar com a turma da escola de Mati. Quem vê eu falando assim, pensa que eu estou pronta pras Olimpíadas de Inverno hahaha mas realmente, não é o caso. É um esporte que, quanto mais velho você fica, mais difícil é de aprender. Você depende muito mais de partes do seu corpo que você nem lembra que existe, e principalmente, do seu psicológico. Se uma criança nem faz ideia de que a morte existe, eu devo dizer que o meu subconsciente adulto está ali lembrando dela quase o tempo todo hahaha e travando minhas pernas, claro. Mas ainda assim, vivendo aqui na Suíça, faz parte do inverno, e é um jeito de aproveitar as belíssimas paisagens, por isso sigo firme tentando melhorar. Nos arredores de Berna tem várias estações, e fim de semana passado eu fui pro meu primeiro esqui do inverno em Lenk. Fiz uma aulinha pra retomar a confiança, e eu recomendo, pra quem não esquia desde a vida inteira, a fazer aulas de vez em quando, pra melhorar a técnica, lembrar os básicos e espantar o medo rs. Com os dias de folga que mencionei ali em cima, devo aproveitar para ir com Mati mais algumas vezes, e em fevereiro faremos nossa primeira viagem de esqui. Vamos passar uma semana na França, e eu estou MUITO empolgada. 
Empolgada, eu?!?!?!
E é isso... Eu espero que esse marasmo de ideias passe logo, e que em breve eu encontre coisas mais interessantes pra falar rs. Mas esse blog é pra isso mesmo, né... pra eu registrar a minha vida, e acho que esses momentos de mente vazia fazem parte. E vocês, o que contam? 

Oi 2019

Feliz Ano Novo! 

Saí da California debaixo de uma gripe terrível, e depois de uma viagem pavorenta de 26h, eu cheguei em casa sexta a tarde pedindo socorro. To aqui, acordada desde as 5 horas da manhã, olhando pras plantas semi mortas, pra árvore de natal murcha, na companhia de um cesto de roupa suja e da minha gripe. Fui ao mercado debaixo de neve pra encher a geladeira. Ela não dá trégua, e enquanto escrevo fico olhando pela janela, os flocos ficando cada vez mais gordos. Um belíssimo sábado, não fosse o jetlag e tudo que tenho que fazer. 

Mas é isso, as férias passam num sopro, né? Foi uma delícia estar com meu bebezinho, curtir a família de Mati, aproveitar um tempo mais quentinho. Não fizemos muitas coisas, ficamos mais se curtindo mesmo. Aproveitei também pra fazer umas comprinhas, porque ninguém é de ferro, e pra comer muita coisa boa, porque nada como estar num país em que a gente da conta de pagar restaurante, né? hahaha

Agora é hora de juntar os cacos, melhorar da gripe, voltar ao trabalho, e dar pontapé nesse ano. Tenho uma mudança pra organizar e várias ideias, várias coisas que eu quero fazer. Eu sempre começo o ano com um gás absurdo rs... então mesmo cansada e doente, estou aqui com a cabeça fervilhando. Planejar as tais viagens que quero tanto fazer, encontrar os amigos, pensar em como a casa nova vai ficar, curtir o inverno, a neve, esquiar, e principalmente, me jogar no trabalho e cavar uma vaga pra eu ficar onde estou muito feliz :) 

Deixo aqui algumas lembranças das férias, e o desejo de que o ano seja muito ensolarado, iluminado e cheio de amor pra todo mundo <3 
Um hiking pelas terras desérticas da California
Meu amor ama a Disney <3
Newport Beach
E começando o ano pulando ondas, porque eu saio do Brasil mas o Brasil não sai de mim

Feliz Ano Velho

Cá estamos, dezembrão, a época das retrospectivas! Eu fiz ano passado uma lista das coisas que queria realizar em 2018, e agora é hora de olhar pra trás. Se quantitativamente eu não passei da metade, pouco me importa. Pra mim 2018 foi um ano muito produtivo, em que eu conquistei tudo que eu queria. Fiz um curso universitário, conheci lugares novos, dei um belo gás no alemão, conheci muita gente, estreitei laços, encarei uma dieta, corri 5km, e o principal, que mudou tudo, eu encontrei um emprego. Pessoalmente, não tenho um pio pra reclamar desse ano, e serei eternamente grata a ele. Mas vamos lá, às metas:

* arrumar emprego ✔️
Foi a grande conquista do ano, e faz valer todos os itens não cumpridos dessa lista.  

* terminar a cidadania italiana✖️
Essa ladaínha ta demorada demais, heim?! Pelamordedeus! Eu peguei o visto B em agosto, e com ele poderia dar entrada na cidadania aqui. Então comecei o processo de tirar documentos novos (porque a pedem que os documentos sejam emitidos há no máximo 6 meses) e tinha a expectativa de dar entrada na papelada na Embaixada Italiana de Berna ainda em 2018. Um dos documentos atrasou, e por isso não foi possível. Espero que essa seja a primeira coisa que eu tire da minha frente começando 2019.

* voltar aos 60kg✔️
Quando eu botei esse item na lista lá no início de 2017, eu estava com mais ou menos 62kg. No fim do ano eu sabia que não tinha perdido peso coisa nenhuma e resolvi não me pesar. Em julho desse ano me pesei e pá... um susto. Eu estava quase com 66kg. Meus 2kg pra perder tinham virado 6, e eu fiquei um pouco preocupada, porque isso pode virar uma bola de neve, né. E aqui uma curiosidade: eu engordo como um todo. Não tem um lugar do meu corpo onde eu engorde mais. Tudo se espalha pelo rosto, braços, abdomen, quadris, coxas, etc. Então é mais difícil de perceber que estou engordando, demoro a sentir roupas apertadas, etc. Em outubro fiz uma dieta severa, que me enxugou uns kilos, e pra mim já foi suficiente. Não voltei abaixo dos 60kg, mas fiquei na casa deles, ainda abaixo de 61. Estou feliz, e sem dúvidas, dou esse item como cumprido. 

* ler mais livros✔️
Item que me da muito orgulho. Esse ano foram mais de 15 livros lidos, o que pra mim foi um super avanço. Mas o problema foi é que li tudo no primeiro semestre. Assim que comecei a trabalhar o rendimento caiu bastante. Então o item foi cumprido, mas a meta permanece aqui para o ano que vem. Deixo aqui como meus favoritos: Cem Anos de Solidão (finalmente), The Handmaid's Tale (ou O Conto da Aia em português), Bowie, the Biography, Fire & Fury e Those Faraday Girls. 

* ver mais filmes✖️
Não dou como item cumprido porque não vi tantos filmes quanto gostaria esse ano, mas a verdade é que fui mais ao cinema do que nos últimos anos. Então daria um meio cumprido se pudesse haha. 

* usar menos o celular ✖️
Mais uma vez falhei miseravelmente nesse item, mas dessa vez ao menos com uma desculpa melhor rs. Agora mais do que nunca passo tempo demais no trem, coisa de 3h por dia, e por isso, uso muito o celular. Ainda assim, segue como meta pra vida. 

* Fazer o TELC para o B2 no alemão✖️
Item não cumprido. Eu parei com as aulas de alemão, e como comecei a trabalhar, adiei esse projeto. Tento manter meu nível fazendo tandem, falando sempre que possível, e espero que em breve possa voltar às aulas, nem que seja duas vezes por semana. Quem sabe em 2019, né?

* conhecer os 6 cantões suíços que me faltavam✖️
Vish... Zero progresso nesse assunto. A verdade é que tivemos menos budget para viajar esse ano, e focamos nossos esforços em viagens maiores. Fomos aos EUA em fevereiro, passamos 10 dias viajando na Páscoa, tivemos férias de 5 semanas e agora vamos passar o Natal na California, e com isso sobrou menos tempo e dinheiro para investir na Suíça (que é cara e demanda orçamento generoso para saídas de fim de semana). Mas ok, já tenho algo em mente para março que irá dar o pontapé na execução dessa meta em 2019. 

* voltar a Berlim✖️
Quaaaase saiu uma viagem em novembro, que iria matar a minha curiosidade de voltar a cidade que por uns bons anos foi a minha favorita no mundo - e saber se ela segue nessa posição rs. Mas acabou não dando certo, e vai ficar também pra 2019. Como já a conheço no inverno e na primavera, dessa vez eu quero mesmo o verão!

* cozinhar coisas diferentes✔️
Item alcançado com sucesso. Fiz um documento com receitas fáceis, meu estilo de cozinha rs, e consegui variar bastante. Estou beeeem mais confortável na cozinha, e apesar de não ser muito fã do assunto, confesso que me da uma satisfaçãozinha bem boa :)

* manter rotina de cuidados para a pele✔️
Mais um item em que mandei bem, muito bem. Esse ano eu incorporei de uma forma bem legal os meus cuidados com a pele na rotina, entrei no automático. Investi em produtos legais, fiz um tratamento no Brasil, e senti bastante diferença. A minha pele está muito melhor. 

* aprender a usar a máquina de costura✖️
Desisti desse ponto rs. Acho que eu não sai do lugar com esse assunto porque não é algo natural pra mim, não é algo que tenha nutrido minha atenção, e realizei que se não fiz isso enquanto tinha todo tempo do mundo, não será agora trabalhando e viajando todo dia. Esse item não cumprido sai da lista, e passar bem. A máquina seguirá enfeitando meu quarto de hóspedes hahahaha.

* fazer um calendário do advento✔️
Pois que não "fiz", com minhas próprias mãos, mas comprei um hahaha... E está sendo uma parte deliciosa do meu dia nesse dezembro gelado. Todos os dias eu abro minha caixinha, e pego minha surpresinha, as vezes testo na hora, as vezes tomo um bom banho cheirosinho. Comprei o calendário da Loccitane, porque to numa fase cosméticos, e valeu muito a pena.

* * *
E aí, o que será de mim em 2019? Sei lá! Hahaha.. mas vou, mais uma vez, colocar umas metas aqui esperando que elas me empurrem pra frente nesse ano novo :)

1- Metas não cumpridas em 2018, ou seja:
Terminar a cidadania italiana;
Ver mais filmes;
Usar Menos o Celular
Terminar o B2 no alemão
Conhecer os 6 cantões que me faltam
Voltar a Berlim
2- Passando janeiro, fazer uma viagem por mês

E vai ser isso. Sem adicionar muitas coisas! Veremos :)
Que em 2019 eu possa seguir bem plena por aí 

O elefante na sala

Estou desde outubro com esse post entalado rs. Eu ainda não superei a eleição desse ser para a presidência do nosso país, e superei menos ainda o fato de que um monte de gente que eu conheço, de quem já fui muito próxima, com quem divido sangue e afeto, votou nele. Eu nem vou entrar no mérito do "outro candidato", porque já votei em várias merdas porque não curtia o outro candidato... já votei em Alckmin, em Aécio, e o escambau, porque não queria votar no outro candidato. E até então nem tinha tido outro candidato que defendia tortura. Então eu não aceito. Também não vou falar os infinitos motivos que tenho pra só chamar o presidente eleito de merda, porque quem sabe, sabe. Quem não sabe, sei nem o que ta fazendo aqui. 

O que vim resmungar aqui é do desconforto que essa eleição criou. Porque eu to que nem ando afim de conversar com gente que até então era próxima. Abriu-se um buraco dentro do meu peito que eu não consigo nem olhar foto de instagram de certos amigos, tamanho o ranço. Eu também dei graças a deusa que eu acabei tendo um motivo muito verdadeiro pra não participar do amigo secreto da família, do qual eu vinha participando por skype desde que saí do país. Eu não tenho vontade de conversar com alguns parentes, e se por acaso tirasse um deles, acho que eu ia dar uma banana. 

"Ai, não seja radical", dizem uns. Mas sabe, radical o cacete. O cara diz que mulher merece ganhar menos que homem, que gay tem que apanhar, que não tem mudança climática, exalta torturador em plenário, ameaça outra de estupro, enfia tudo que é filho, irmão, primo e caseira no cabide de emprego, e ainda por cima, como não bastasse ser um ser humano horrível e deplorável, ainda por cima é um grande dum burro e despreparado. E aí, vem gente dita instruída procurar motivo pra fazer esse cara presidente do Brasil, e eu que sou radical de querer que vá todo mundo pro inferno? 
Enfim, eu disse que não ia falar porque diabos o merda é um merda, e acabei falando. Mas o grande X da questão desse post é o seguinte: como faz pra viver sem odiar quase todo mundo nesses tempos? Alguém sabe? Depois do Natal passa? Ou piora? Me ajudem. 

Dicas de Budapeste

Nossa viagem pra Budapeste foi bem curta, e por isso não fizemos nada além de coisas que já constam em tudo que é guia, blog e instagram de viagens. Mas tem algumas pequenas coisinhas que acho que valem a pena ser compartilhadas. Voilà. 

Corvin Plaza Apartments & Suits
Eu achei esse lugar no Booking, e como tinha uma nota boa, preço legal, e localização parecia certeira, acabei fechando sem prestar muita atenção. A verdade é que eu ando bem preguiçosa pra pesquisar as coisas a fundo, e ando acreditando "na cara" que as coisas tem, e acho que é questão de tempo até eu tomar uma entubada daquelas rs. Mas ok, chegamos no aeroporto e de lá foi bem fácil pegar um ônibus e depois andar cerca de 10 minutos até o "hotel". Apesar de ser um monte de apartamentos, eles tem recepção 24h e vendem entradas para algumas atrações da cidade, como as termas. E chegando no quarto, a surpresa. É um apartamentinho bem do ótimo. Tinha cozinha completa, banheiro com lava roupa, TV e varanda. Se eu estivesse viajando há duas semanas e chegasse nesse lugar, acho que ia chorar de emoção rs. E o melhor: pagamos 35 euros a diária. É possível que na alta temporada seja um pouco mais caro, mas gente... preço ótimo para um quarto legal e bem localizado. Fizemos quase tudo andando, e quando quisemos pegar transporte, tinha metrô, trams e ônibus passando super perto. Enfim, recomendo demais. 
Uma fotinho tosca de parte do quarto, onde ainda não tínhamos feito bagunça rs
E a vista da nossa vatanda
Budapest Bägel 
Estávamos andando do hotel pra beira do rio, e passamos por essa casa de bagel, que estava bem movimentada. Resolvemos tomar nosso café da manhã ali. Dividimos um Bagel de salmão bem gostoso e tomamos um café cada um, e a conta deu um total de TRÊS euros. 

New York Café 
Acho que o café mais bonito em que eu já pisei na vida. É turístico, tinha fila, mas valeu muito a pena. O ambiente é um desbunde de tão lindo. Os preços são meio salgadinhos, mas a gente resolveu aproveitar que o fim de semana estava saindo bem em conta e chutamos o balde, tomando um super brunch. Mas tinha muita gente que entrou lá só pra comer uma torta, tomar um café, e apreciar a atmosfera, e eu acho que vale muito a pena. Recomendo demais o Strudel. 
Olha. Esse. Lugar.
Termas
Vá durante a semana. Eu estava mega empolgada pra ir num banho termal, porque eu adoro essas coisas, spa, massagem, banho de banheira etc. Mas a real é que é muito cheio, e eu, que estava tão empolgada, acabei ficando com um pouquinho de nojo. Além do que, não consegui relaxar tanto quanto achei que relaxaria. Enfim, recomendo que, quem quiser visitar a cidade e fazer esse passeio, o faça de dia de semana, quando deve ser mais calmo e ter menos grupinho em despedida de solteiro rs. 
Fomos na Széchenyi, a maior terma de Budapeste
Acho que de dicas práticas, são essas. Não fizemos nenhum passeio insider fora da rota turística e tenho zero arrependimentos. Budapeste é linda, e quem sabe um dia volto no verão para ver outra cara da cidade, com um pouco mais de tempo. Deixo aqui umas fotos dessa cidade ó <3






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