Uma semana no norte da Italia: começando pelas Dolomitas

Vocês sabem que o marido é professor, né? E que isso limita bem os períodos em que podemos tirar umas férias mais estendidas. E todo ano em outubro temos uma semaninha, que são as férias de outono. Ano passado fomos para a Puglia em busca de dias mais quentes e um restinho de verão. Esse ano resolvemos abraçar o outono com força e fomos para o norte da Italia, para conhecer uma região que estava no meu wishlist há um tempo. Vou contar um pouco da nossa viagem, mas no fim deixo também umas dicas mais redondinhas. 

Voilà 
***

Saímos daqui num domingo de manhã em direção a Cortina D'Ampezzo. A viagem é de 450km, e em tese deveria durar cerca de 5 horas, passando por 4 países. Na prática, foi um dia inteiro de viagem porque paramos bastante, olhamos bastante coisa pela janela e nos divertimos. Saímos de Zurich, passamos por Liechtenstein, depois almoçamos em Innsbruck na Áustria e por fim adentramos a região do Tirol do Sul na Italia, chegando em Cortina já de noite.  
Viajamos num dia meio chuvoso, e a vista em Liechtenstein não estava das melhores...

... e a paradinha para almoço em Innsbruck


Cortina é uma vila alpina que no inverno é focada em esqui - aliás, sediarão os próximos Jogos Olímpicos - e é bem grandinha, então tem bastante estrutura de hotéis, restaurantes, etc. Alugamos um apartamento um pouco fora da cidade (coisa de 5 minutos de carro), mas que tinha uma vista absolutamente espetacular, uma cozinha bem equipada e rodeado de muita natureza (todo dia a noite viamos uma família de viadinhos, muuuito fofos). Em cada um dos dias que passamos lá, acordamos de manhã, passamos o dia fazendo trilha e fomos jantar no fim do dia completamente cansados. 
Alugamos um apto pelo booking, que era super simples e aconchegante, com ESSA vista

Fizemos 3 trilhas: 

- Cinque Torri: uma trilha bem fácil, mas que num momento fica um pouco mais técnica por conta das pedras. Tem vistas incríveis das montanhas da região, e dos refúgios usados por soldados das guerras mundiais. É bizarro ver o tanto de cabana e disfarce escondido nas montanhas, e ainda mais se pensar que alguns deles foram construídos há mais de 100 anos. 
A trilha começa bem tranquila, por uma estrada pavimentada...

.., chegando decara para as cinco torres...

... aqui os esconderijos do exército italiano, todos encravados nas rochas e completamente disfarçados...

... e vai terminando assim, com mais pedras.


- Tre Cime: a trilha mais famosa da região, absolutamente espetacular (e cheia). Embora seja mais turistona, valeu cada minuto. A primeira parte é mais fácil e acessível, então é ainda mais cheia. Se você segue para dar a volta nos três cumes as vistas vão mudando, vai exigindo mais das pernas rs, mas vale a pena demais, porque além de linda, tem menos gente. 
Começando a trilha dos três cumes...

... a paisagem mais icônica das Dolomitas...

... surra de beleza...

... e terminando um dia com cafezinho e apfelstrudel!


- Croda da Lago: uma trilha em meio a floresta, com partes mais puxadas, mas no geral bem tranquila, e que te leva até um lago lindíssimo. Foi a mais vazia de todas, acho que ao todo encontramos 8 pessoas ao longo da trilha. 
O começo da trilha...

... conforme vai subindo, você tem vista das Cinque Torri (lá da primeira trilha)...

... chegando no refúgio, onde almoçamos...

... e o lago, lindíssimo!


Essa época é baixa temporada, os refúgios de montanha (com restaurante, banheiros, etc) estão em sua maioria fechados, então tem que levar comida, e se preparar. Mas achei muito bom porque, tirando a Tre Cime, estivemos sozinhos praticamente as trilhas todas, só ouvindo os barulhos da natureza. Só tivemos um restaurante aberto da Croda da Lago, e aí pra variar almoçamos lá. Nos outros dias, nos planejamos pra fazer picnic. 

Na cidade as coisas estão abertas, e tem uma variedade boa de restaurantes. Passamos no mercado e compramos coisas de café da manhã, coisas de picnic, e petiscos pro fim do dia, mas quase todos os dias jantamos em restaurantes (os meus favoritos foram o Dolom'eats para jantar, e o L.P 26 para comer petiscos e tomar vinho). 

Se fossemos ficar mais dias, teria valido a pena mudar a base para Val Gardena. A região das Dolomitas tem vários vales, e dirigir de um pra outro pode demorar mais de hora, então nós focamos nas atividades que eram mais perto de Cortina, mas tem várias outras trilhas e paisagens incríveis em outras áreas. Val Gardena seria uma boa base - quem sabe numa próxima. Depois de três dias inteiros ali, nós encerramos nossa viagem nas Dolomitas e seguimos para Bolzano. No caminho, paramos no Lago di Braies, que foi muito recomendado por um monte de gente. É sim um lago bonito, rodeado de montanhas, e tem bastante infra-estrutura (ótimo para quem ta com crianças): aluguem de barcos, parquinho, restaurantes. Tomamos um café, curtimos um pouco a vista e seguimos viagem... e vou fazer uma segunda parte. 
Mais uma manhã normal no apto belíssimo que escolhemos :)

E o Lago de Braies, também belíssimo

Se as Dolomitas valem o passeio? DEMAIS! Recomendo muito, e imagino que seja um lugar pra aproveitar nas quatro estações do ano. Seja esquiando no inverno, ou aproveitando as trilhas nas outras estações. Já quero voltar!

Back from ashes...

Eu sei, eu sei... faz é tempo que não apareço aqui, e ninguém deu falta, porque ninguém lê rs. Mas eu senti falta de escrever aqui. Senti falta de registrar os últimos meses da vida. Mas também senti falta de energia, senti o rolo compressor da vida passando por cima de mim de jeitos e formas inimagináveis. E foi assim que o tempo passou e eu sumi. 


Acho que no momento nem tenho forças pra olhar pra trás, e recontar o que aconteceu. E acho que nem quero. Tivemos algumas perdas, tivemos momentos tristes, e tivemos a vida nesse mundo capitalista maluco que mal te dá tempo pra processar, sentir e superar. Mas também tivemos momentos belíssimos, reencontros e visitas, passeios, e a reafirmação pelas nossas escolhas, apesar de todos os pesares. E não é que eu queira pintar uma vida irreal por aqui, em que só coisas boas acontecem, mas é quase o contrário. Eu quero que a Gabriela do futuro veja que, em meio ao caos emocional que foram esses últimos meses, teve também momentos bonitos e felizes :) 


Esse pôr do sol lindo, na companhia de amigos, sob o Lago de Genebra

Esse recebido lindo

Um cafézinho no Acid, aqui na vizinhança

Um chamego nele...

Acordar com essa vista...

Comer extremamente bem na Itália...

Pelas ruas de Bolzano...

E um esse restaurante fofo...

Finalmente conhecer Veneza...

Abrir a temporada de caminhar na neve...

Esse por do sol maravilhoso...

E esperança de dias melhores pro nosso país <3

08/12: Agosto

Agosto começou com férias, sol, calor e Paris, e vai terminando com aquele feeling de reta final do ano, que muito me assusta rs. Apesar das temperaturas ainda bem agradáveis, o outono ta querendo dar as caras aqui na Suíça, e essa pra mim é a pior parte. 

Começamos em Paris, encontrando nosso baby amado, que está muuuuito longe de ser um baby, e já é um pré adolescente. Passamos dias felizes em Paris, fomos conhecer a Normandia, pegamos praia, jogamos Uno, contamos histórias, brincamos muuuuito com Carlito, tivemos conversas filosóficas, sofremos pelo tempo que passa tão rápido quando estamos com ele. Foram dias muito felizes, e chegamos ao fim com a sensação de quero muito mais. Devo dizer que fizemos o que deu, já que a viagem dele era pra ter sido em julho, com muitos mais dias juntos, aqui em casa, etc. Imprevistos mil aconteceram, e a gente mudou nossos planos, e ficamos felizes de, apesar de tudo, poder passar tempo com ele. E é isso que importa. Criamos memórias e matamos saudades. Depois, com calma, volto pra contar dessa viagem, porque agora que contei de Lyon e lembrei como é bom fazer um relato detalhado, vou tentar fazer mais. 

Dias parisienses...


... e pelas praias de pedra da Normandia


Voltamos pra Zurich dia 10, numa viagem pancadão direto de Paris pra casa. 7h de estrada. Mas eu só voltei a trabalhar dia 15, então tivemos ai uns dias pra descansar, fazer uns rolês bacanas, e estreiar na Street Parade, um festival de música eletrônica que rola nas ruas de Zurich todo ano em agosto. Achei beeem vibes carnaval, com a galera coberta de glitter, descoberta de roupa e pudor rs. Todo mundo bem sem limites, subindo no poste, dançando pelado, ficando bebado, e jogando lixo no chão. Confesso que eu sempre gosto desses momentos de ver os suíços perdendo a linha um pouco.. humano, sabe? E me diverti bastante. Não sei se é um rolê pra fazer todo ano nessas alturas da vida, mas na nossa descoberta de Zurich além da pandemia, era uma experiência que queríamos viver. 
Street Parade nas ruas...

... e na água


A minha semana de volta ao trabalho foi meio sofrida rs. Normalmente eu volto das férias cheia de gás, vontade de fazer e acontecer, e dessa vez deu alguma pane na matrix. Passei uns dias desmotivada, e rezando pra ganhar na megasena. Acontece, e tudo bem passar uns dias de merda, né? O importante é não deixar a coisa tomar proporções muito grandes. Aos poucos eu voltei ao meu normal, e o trabalho engrenou legal. E fora do horário comercial tive um fim de semana de festa e agitação comemorando os 30 anos de dona Ana, um dia de voluntariado fazendo trabalho braçal no campo (para adicionar perspectiva, entre outras coisas, foi excelente), um festival de música, e por aí vai. Resumindo: eu não quero que o verão acabe, mas pelo bem da minha saúde talvez seja necessário rs. Que eu não sossego o facho faz é tempo. 
Celebrando...

... voluntariando...

... e festivalizando


E vamos de metas: 
- Ler dois livros por mês: e vamos de mais um mês de meta muito bem batidas. 

On the bright side: the new secret diary of Hendrik Groen - Em maio eu li o primeiro livro dessa sequência, e foi uma agradável surpresa. O diário de um personagem que vive numa casa de repouso nos arredores de Amsterdam. O segundo livro é tão lindo quanto o primeiro. Me apeguei demais aos personagens, chorei muito e ao finalzinho fiquei torcendo para que tenha mais um. São entradas diárias, que retratam a singeleza da vida, das amizades, dos momentos que importam, ... lindo. 

Malibu renasce, da Taylor Jenkins Reed: mais um novelão dramático, que você lê rapidinho porque é história cativante e tal, mas que me deixou meio whatever no final... e mais uma vez li em Português, e não recomendo essas traduções.

Cidadã de segunda classe, da Buchi Emecheta: INCRÍVEL. Mês passado eu li outro dela, e acabei ficando sedenta por mais. É um livro muito doloroso, ainda mais sabendo depois que é baseado na história da autora. Mas tão, TÃO importante... Sério, escritoras nigerianas são uma potência. O livro faz parte de uma sequência que ela depois nomeou como "Adah's story",  e eu quero ler os outros. 

Um outro adendo: percebi aqui que em Junho esqueci de documentar dois livros lidos, e são tão bons que não dá pra deixar de mencionar. Um é o M Train, da Patti Smith, e que eu li por recomendação da Alê. Obrigada, Alê. Esse livro é um abraço. Um livro pra saborear, pra ler devagar, que me fez pensar nos lugares que marcaram minha vida, nas pessoas de todo dia, no casaco que abraça a gente no inverno. Se o outono fosse um livro, ele seria esse <3 O outro foi A Cachorra, da Pilar Quintana. É um livro curtinho, e que tem muito pra dizer por meio de uma história singela. Sobretudo, acho que é um livro sobre maternidade, mas ser ser. Enfim, se alguém ler, volta aqui pra contar rs. 

- Fazer 12 hikes: em Agosto fizemos um hike que ta na minha lista há anos, em Stoos. É um ridge hike, você anda no topo de uma montanha, cercada de vistas de tirar o fôlego. Falando assim parece perigoso e doidera, mas não é. Tem bastante espaço, é super seguro, tinha criança fazendo. Mas eu achei bem difícil e requer um certo condicionamento físico. Enfim, vale a pena demais, e eu recomendo muito para quem quiser fazer um day trip e hike com vistas de cair o queijo (bem acessível de Zurich ou de Lucerna - eu linkei aqui um post que é do blog onde a gente pega muita dica de hike, e eles dão detalhes de como chegar até os lugares, é ótimo). 




- Conhecer um lugar novo em Zurich:
Sternen Grill, aparentemente uma instituição de Zurich. É uma versão suíça do que a gente chamaria de espetinho lá no Brasil rs. Tem as salsichas, linguiças varias, coisas fritas em geral. Você pega no balcão e come ou numa mesa, ou vai pra beira do lago. É delícia, preço bom, e ótimo pra quem ta fazendo um dia de turistagem pela cidade e quer comer algo local e barato. Recomendo muito a Wiediker, linguiça aqui de Zurich. 

- Viver uma vida mais saudável: não da pra dizer que estou super satisfeita com o desempenho em Agosto, mas fui bem ativa, fiz bastante exercício, e até voltei pra academia rs. 

Agosto acabou com os dias já ficando mais curtos, e comigo carregando um casaquinho ao sair de casa, porque de noite as temperaturas mais amenas estão dando as caras. O verão vai realmente ficando pra trás, e eu vou ficando é mais melancólica. Mas não tenho do que reclamar: verão de 2022, você foi incrível!  


Lyon: uma belíssima surpresa francesa

Esses dias eu me peguei lendo um post mais antigo que eu contava com mais detalhes algumas viagens, e foi muito gostoso reviver. Resolvi que era hora de voltar com esse hábito por aqui. E como acabamos de voltar por uma roadtrip pela França, nada melhor do que a memória fresquina, né? Voilà.

***
 Lyon não é exatamente uma cidade desconhecida, todo mundo ouve falar, sabe que está entre as grandes cidades francesas, mas pense aí: você consegue pensar em algo que te remeta a Lyon? Eu não. E ao longo dos anos, aqui e ali, alguém falava que Lyon era uma cidade a visitar, mas nunca fiquei muito com o porquê registrado. E isso acabou por anular qualquer expectativa que eu pudesse ter, e simplesmente me permitir ser impactada por essa cidade. Planejamos esse rolê algumas vezes, sempre cancelado por motivos pandemicos. Mas acho que aconteceu na hora certa: um fim de semana de muito sol, calor, e ventinho gostoso. 


Chegamos em Lyon na sexta a noite, uma viagem de quatro horas e meia de Zurich. Você vai ate Genebra e de lá é mais uma hora e meia. Nos hospedamos na região da Gare Perrache, que tem bastante opção de hotéis, bares e restaurantes, e foi uma indicação de amigos que já moraram na cidade. Na Gare tem ainda estacionamento, o que facilita também se tiver de carro (o custo é 23 euros por 24h, e a recepcionista do hotel disse que é dos mais baratos da cidade). Por já estar passando das 8 da noite, fomos dar uma volta pelas redondezas e achar um lugar pra jantar. Acabamos na Brasserie Georges, a brasserie mais antiga de Lyon. É enorme, não precisa reservar, tem um menu grande, atende bem crianças, tem parabéns pra você com muita cantoria, e o garçon prepara um steak tartare na mesa que é delícia. Recomendo! 

Sábado andamos meio a ermo pela cidade. Começamos pela beira do Ródano, que é linda, de babar, e nessas eu já estava encantadíssima por Lyon. Andamos pelas ruazinhas, sentamos no Anahera pra um café bem gostoso e entramos em algumas lojas de vintage. Alias, uma amiga um dia comentou que não se achava nem um chai latte em Lyon rs.. e não é verdade. A gente gosta de café, e tomamos vários muito bons, e Mati recomenda o chai latte do Anahera haha. Que é um ambiente bem aconchegante, vende umas coisinhas legais, e tem bolinhos muito gostosos! Fomos andando até o Mercado Municipal, de lá de volta pra beira do rio, sentamos para um, dois, alguns drinks, brincamos com Carlito pelos parques, jantamos muito bem num restaurante de comida latina, e finalizamos a noite nas vielas lotadas de uma parte mais antiga da cidade. Voltamos exaustos pro hotel, com 20 mil steps na conta. 
Beira do Ródao, lindíssima

Piscina pública

Um mural de Paul Bocuse em frente ao Mercado Municipal



Carlito pelos parques


Muitas intervenções pelas paredes de Lyon


Night agitada


Domingo seguimos de metrô rumo a uma outra área da cidade, no topo de um morro. Tomamos um café da manhã reforçado num lugar lá que não amamos então nem vou por link, rs.. mas de lá fomos atrás das passagens secretas de Lyon, as Traboules. A cidade no passado era um centro de comércio de seda, e para transportar o tecido em dia de chuva, criaram várias passagens cobertas por dentro de prédios. Hoje elas seguem abertas, cheias de arte. Alias, Lyon tem MUITA arte de rua, é muito vibrante. Voltamos andando até a beira do Saône, o outro rio que corta Lyon (o centro da cidade fica numa ilha entre o Ródano e o Saône). Essa área da cidade é mais rosada, mais cor de sépia, muito fotogênica, e muito bonita. O rio me parece menos limpo que o Ródano, mas igualmente belo e interessante. Andamos até o centro antigo, passamos por mais traboules, tomamos mais drinks, comemos snacks, e depois subimos até a Sacre Cour de Lyon. Finalizamos o dia comendo um sushi numa portinha de takeaway. 
Começando o dia no Croix-Rousse, um bairro alto

Uma traboule


E mais uma...

A beira do Saône

Pelas ruas da cidade velha

Mais traboule



Lyon lindíssima!


Na segunda feira, depois de tomar um café da manhã DELÍCIA no Dust Café (recomendo muito!), pegamos estrada e dirigimos outras quatro horas e meia até Paris. Deixamos Lyon com a certeza que voltaremos, e não vai demorar. Fiquei com a impressão que são várias cidades em uma, ora mais nova, ora mais antiga, ora mais solar, ora mais escura, sempre com uma pegada artística e cultural. Sabe aquela cidade pra morar? Foi isso que senti. Um gostinho do que poderia ser Paris se não fossem os milhões de turistas, a sujeira e afins. Além de tudo, Lyon tem uma gastronomia riquíssima, sendo um polo gastronômico na França. Se come muito bem, e tem muita opção de Michelin, inclusive com preços decentes. Comemos muitíssimo bem, mas não fomos aos restaurantes que temos no topo da nossa lista, simplesmente porque era o começo de uma viagem mais longa, e com mais controle no orçamento rs. Mais um motivo pra voltar.  


Pra finalizar, algumas informações práticas: 
  • Como chegar: Lyon é bem conecatada por trem a Paris e Genebra, e a viagem é bem rápida. De Paris, com o TGV, são somente duas horas. De Genebra é similar. A cidade conta também com um aeroporto, que fica cerca de 20km do centro. Pelo que vim, Lufthansa, Austrian, Air France, KLM, BA, Easy Jet, tem voos pousando lá. Nós fomos de carro, e foi uma boa opcão saindo aqui de Zurich. 
  • Transporte na cidade: Lyon é uma cidade grande, mas dentro da área de interesse para quem está visitando, é possível fazer muita coisa a pé. Usamos metrô algumas vezes, e a malha é bem capilar, tem bastante ônibus, achei bem servida de transporte público, que tem o preço bem em conta. Outra opcão são os serviços de bicicleta pública e até patinentes elétricos, que vimos muita gente usando. Como estávamos com Carlito, dessa vez não testamos esses meios rs. 
  • Hospedagem: tem de tudo, para todos os bolsos, né? Mas achei bem em conta, se comparado com outras áreas da França, como Paris e região de Champagne. Como disse, dessa vez ficamos na área de Perrache, e gostei bastante - bem conectada de transporte, com bastante coisa por perto. 
  • Com cachorro: gostamos bastante. A cidade é limpa, tem saquinho para coco em várias lixeiras, tem vários parques, e Carlito foi bem aceito em todos os restaurantes e bares por onde passamos. Quase todos os hotéis que me interessei também aceitavam, e com uma taxa bem em conta para limpeza (acho que em torno de 8 a 10 euros por dia, o que é o mais baixo que já paguei). 

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