Loucuras que eu invento: fazer um Mestrado

 No começo do ano eu fiz aqui a seguinte resolução:

Fazer um curso na minha área profissional: não sei se saudade de estudar é a melhor forma de descrever o que sinto rs.. Mas me sinto uma esponja com tudo que é sobre recursos humanos, minha nova área de atuação. Ao longo de 2022 fiz muitos cursos rápidos, e achei tudo muito interessante. Então fica aí essa idéia de começar um curso mais intenso na área. 


No fim do ano passado eu já tinha começado a pesquisar cursos disponíveis aqui na Suíça, e depois de uma conversa com meu chefe, tinha pensado em expandir essa pesquisa pra mestrado, e também em outros países - simplesmente porque quase toda oferta na área de RH aqui na Suíça é em alemão ou francês, duas línguas que não domino a ponto de me meter num curso academico. Então naturalmente comecei a focar minha busca em programas oferecidos online, que me permitiriam continuar morando exatamente onde moro - quero estudar, não quero me mudar rs - e com o bônus de flexibilidade, poder ajustar meu calendário de estudos ao meu trabalho. 


Países de língua inglesa foram o caminho mais óbvio, mas também olhei programas na França, na Espanha etc. Acabei me interessando muito por 3 programas. Dois no UK, um nos EUA. O dos EUA acabou sendo descartador por motivos de: 60 mil dólares o programa, somados ao custo de viagens, pois embora online, teriam alguns poucos módulo no campus. A real é que nessas horas também a gente tem que ser bem honesta com a gente mesmo: qual é o meu objetivo? O que eu quero tirar desse curso? Pra quem tem um interesse de virar C-suite (CEO, CFO, CHRO, etc), um investimento desse tem seu valor. Eu hoje não vejo nenhum desses cargos no meu futuro, e meu objetivo é mesmo ganhar conhecimento teórico, expertise, e sim, ter um diploma na área e de uma universidade que esse mundo europeu valoriza mais (papo pra outro post, mas tem essa questão). 


Fiquei então com duas opções no UK: Universidade de Manchester, e Universidade de Liverpool. A princípio, olhando pra ranking de melhores universidades do UK, Manchester seria a melhor opção, pois melhor posicionada.  Mas mais uma vez fui olhar para o que realmente importa pra mim: conteúdo, currículo do curso. Olhando pra dentro do RH da empresa em que trabalho, do caráter global não só da organização em que estou, mas das organizações que me interessam, achei o currículo do programa oferecido lá muito centrado no UK. E aí Liverpool acabou saindo na frente na minha seleção: eles oferecem um Masters de International Human Resources - o foco é realmente em práticas globais, problemas complexos que as grandes organizações enfrentam nesse mundo onde tudo está mais fluído e muda cada vez mais rápido. Outro ponto a favor de Liverpool é que a grade deles é modular: fazendo alguns módulos pré determinados, você pode obter um certificado. Adicionando outros módulos, pode obter um diploma. E concluindo a tese, vem a gradução no mestrado. Eu não pretendo largar o osso rs... mass se quiser pode, e não saio de mão abanando. 


O processo foi relativamente simples. Depois de trocar alguns emails com a coordenação do curso sobre metodologia, avaliações, férias, pagamento, etc, optei por me candidatar. Precisei ir atrás dos meus diplomas, histórico da faculdade, fazer tradução juramentada de tudo, atualizar currículo, carta de intenção, e acho que foi isso. Também conversei bastante com o meu chefe, e minha empresa topou investir em mim e cobrir metade do custo :) Isso me deixou muito feliz por vários motivos, mas principalmente por eles reconhecerem meu potencial e apostarem nele. 


Quando enviei meu application, a única documentação que ficou faltando era um teste de inglês. Eu não tenho TOEFL, Cambridge, etc, e a universidade disponibiliza uma plataforma onde você pode fazer o teste, chama KITE. O nível necessário é C1 e se você não atingir esse nível, só pode refazer o exame em 6 meses. Depois de praticar algumas vezes por testes que achei online, fiz a prova. Durante o exame me deu vontade de chorar, porque é tipo o psicotécnico, que no meio você acha que é doida rs... mas deu certo, e meu resultado foi C2. Mais um motivo de alegria.. foi o primeiro certificado de inglês que eu fiz na vida rs. Com tudo pronto, algumas semanas depois eu recebi a oferta da vaga, e agora, sou oficialmente uma estudante de mestrado! 


Os próximos capítulos dessa história vai ser xingar muito no twitter, mas isso daí já é normal haha! 

04/12: Abril de 2023

Eu tentei escrever sobre abril algumas vezes.. não é que tenha sido particularmente especial, ou difícil, ou nada do tipo. Abril nessa casa é um mês de festa: começa com meu aniversário, termina com nosso aniversário de casamento. E entre uma coisa e outra, tivemos visita da família, tivemos um rolê pela Suíça com belos dias de primavera, teve o casamento de uma amiga querida numa viagem divertidíssima pra Barcelona, teve um monte de pequenas coisas, e teve eu, meus pensamentos, ansiedades e paranóias. 


E acho que por isso que abril ficou emperrado. Não gosto de vir aqui bater ponto sem colocar um pouquinho dos meus sentimentos. Mas por conta do que já comentei, minha escrita no blog ta travada. Uma amiga sugeriu fazer uma newsletter, mas a newsletter pra mim tem uma percepção de ser focada no outro, no leitor. Não me levem a mal, mas esse blog aqui é todinho pra mim, pra eu do futuro, que as vezes ta sem nada pra fazer, cata um mês aleatório, relê posts antigos, vê fotos, sorri, e até chora. Então para além de achar que ninguém se interessa por o que está aqui, eu não acho que a newsletter oferece a dinâmica que procuro. E enquanto não me acho com o blog, com as palavras, com o conforto de me enfiar inteira aqui, eu vou deixar umas imagens de abril... porque sim, abril existiu, foi vivido, foi sentido, e merece ser registrado. 









03/12: Março de 2023

 Março foi o mês que eu desativei o blog rs... e to aqui de volta com ele. Ainda estou pensando se quero manter esse espaço aberto. Eu comecei a escrever aqui nem sei quando, como um lugar de "falar sozinha", documentar minha vida, guardar memórias, e principalmente, voltar a escrever. Period. Minha idéia era mesmo voltar a articular de forma escrita as caraminholas da minha cabeça. Com a mudança pra Suíça, resolvi também escrever aqui posts com informações que procurei muito no processo e que gostaria de ter achado. Mas esse tempo passou, a vida na Suíça deixou de ser novidade, eu me desinspirei a escrever sobre isso, queria voltar a só vir aqui falar da minha vidinha, mas tem muita gente que chega aqui através desses posts, e eu já não sei mais o quanto quero dividir com sabe deus quem. Mas enquanto não decido o que fazer, vou escrevendo. 


Passamos o mês praticamente inteiro em Zurich, o que é algo que não se repetirá mais esse ano. Estamos com planos de viagens pra praticamente todos os meses do ano. Então ficamos aqui curtindo nossa casa, nosso bairro, nossa cidade, e programando esse tanto de viagem rs. Também demos um talento na casa. Acho que comentei antes que demos um upgrade na cama e no colchão (já vai fazer 7 anos que estamos aqui, e o colchão vagabundo da Ikea já tava dando sinais de morte - própria, e das nossas costas). Aproveitamos pra dar um tapa na área dos quartos, fiz um grande spring cleaning no meu armário, e eu fico feliz demais com essas coisas... me dá outro gás estar uma casa organizada, em que tudo tem a nossa cara. 


Sobre as metas: fiz exercício regularmente nesse mês, e fiquei orgulhosa. Também dei passos rumo ao curso profissional que quero fazer na minha área. Não fiz nenhum programa cultural rs.. to falhando demais nesse objetivo. Maaaaaaas como disse, programamos algumas viagens, e vai ter lugar novo na Europa e fora dela. UHU! 


Agora um pouquinho de março em imagens: 


Um dia passeando por Altstetten e Albisrieden: marido ganhou um livro de aniversário com algumas idéias de caminhadas pelos bairros de Zurich. Começamos por essa parte da cidade, que não fica longe daqui. O rolê passa por algumas avenidas grandes de Zurich, o antigo Zirkus Quartier, uma área com prédios novos, um jardim da cidade, um cemitério.. enfim, é uma boa caminhada e jeito de conhecer a cidade. Repetiria ela com algum amigo turista? Não. Mas pra gente, valeu. Nas fotos, a Badenerstrasse, onde começamos a caminhada, e os pasticciotti do aMA, onde terminamos. Um café italiano com muitas delícias. Sério, só tinha italiano lá dentro, o que é um atestado de qualidade. Comemos uma pizza delícia, esses pasticciotti de Lecce estavam mara. Amei, mas achei o preço salgadinho. 









Nos despedimos da montanha com o último ski do ano, e eu fui me animando com cada sinal de primavera: sol cedo, flores, gente pra fora, manga curta, aspargos, e dias se encerrando já depois das 19h (te amo, horário de verão <3 ). No momento, escrevo de um abril frio e chuvoso, mas é sempre assim, a primavera vem, dá as caras e cores, e o inverno volta antes de se mandar de vez. Estou aqui, pacientemente esperando.

02/12: Fevereiro de 2023

Mais um mês que só apareço aqui pra fazer balanço, mas pelo menos apareço, né rs... Fevereiro foi uma delícia. Tivemos um início de primavera, muito frio, rolês com amigos, férias, bons drinks, e começamos a fazer planos pro nosso ano e pra nossa casa. Estou tendo uma fase bem tranquila no trabalho - um volume bom de trabalho, nem pouco, nem muito, e isso dá um super gás, porque você tá lá útil mas não morrendo sobrecarregado. Sobra energia pra viver a vida. E some-se a isso dias ensolarados.. bingo! Pena que tudo que é bom passa rápido e fevereiro foi um sopro rs...  


E vamos de metas: 

- Priorizar exercício na rotina: 100%. Em fevereiro fiz exercício ao menos 3x por semana durante o mês todo. Um orgulho! 


- Fazer um curso na minha área profissional: ainda caminhando para essa meta, mas tive algumas conversas com profissionais que respeito demais, e que me ajudaram a ter mais clareza sobre quais cursos serão mais ou menos interessantes pra mim. Alias, fica aí essa dica pra quem está pensando em cursos profissionalizantes, mestrados profissionais, etc: depois de dar uma boa estudada nas suas opções, fale com gente que é do mercado, que manja da área, que pode te dizer o que agrega mais ou menos no currículo em determinados mercados, etc. Está sendo fundamental pra eu dar um passo certeiro nesse assunto.  

 

- Fazer um programa cultural por mês: demos uma falhada nessa meta. No dia que era pra gente ir ver uma exposição eu realmente não estava no mood, e beleza. Acabou não dendo tempo de correr atrás depois, e eu to fora de ir num rolê só por ir pra ticar da lista, mesmo sem vontade. Não é o propósito. 


- Conhecer lugares novos na Europa: não foi Europa, mas considero essa mais uma meta cumprida. Esse ano optamos por fazer nosso ski break em Arosa, um resort de esqui bem conhecido aqui na Suíça, mas que ainda não tínhamos visitado - e esse é exatamente o que eu queria realizar quando coloquei esse objetivo: conhecer, para além de um day trip, lugares novos. E eu AMEI fazer o esqui break em Arosa. Acho que virou meu resort favorito. Embora a cidade em si não tenha o mesmo charme da maioria das vilas alpinas suíças, Arosa ganhou meu coração por alguns motivos: 

1- pistas ótimas: pistas azuis gostosas, largas, vermelhas que são bacanas e não quase pretas rs. Isso me deixou livre pra esquiar por praticamente o resort todo - com exceção das pretas, óbvio.

2- aprés ski animadíssimo, com muitos bares e baladas pela montanha, e música noite adentro (e esqui noturno and embriagado de volta rs) 

3- preços: dá pra comprar o ski pass com antecedência e qto antes, mais desconto. No fim, pagamos menos de 50 francos por dia, uma pechincha. 


Agora outras coisas bem legais que rolou em fevereiro: 

- Li Segredos, do Domenico Starnone, um livro que estava na minha lista há anos. O Starnone é um escritor italiano que tem aí um monte de similaridade com a Ferrante, mas obviamente, sem a vivência e maestria do feminino. É o segundo livro que li dele (o primeiro foi Laços) e ambos são livros simples porém muito fortes, que acabam e deixam você de ressaca. Recomendo muito! 

- Finalmente foi ao Lupo, um bar e restaurante aqui em Zurich que olha.. mais um favorito que entrou na lista. Drinks ótimos, cardápio enxuto de entradinhas e massas, mas executados de forma incrível, público animado, e sem reserva - finalmente um sopro de espontaneidade nessa cidade rs. 

- Com quase 3 anos nesse apartamento, começamos a pensar em algumas coisas que cabia uma melhora. Nossas áreas comuns, como sala, cozinha, são minha parte favorita da casa, e estão perfeitas. Mas tem muita coisa me irritando nos quartos, tanto nosso quanto escritório, e resolvemos focar nossa energia no nosso quarto e hall de entrada. Compramos cama nova, estamos dando um tapa no hall, mudando coisas de lugar, e preparando pra um grande spring cleaning. Esse tipo de coisa me dá MTO animo rs.. quase que eu começo a acreditar em feng shui, de tanto que minha energia muda haha. 

- Planejar viagens: dei uma boa scaneada no calendário, feriados e afins, e planejamos praticamente todas as viagens do primeiro semestre. Vai ser bem intenso, mas muito legal. Casar uma amiga querida, encontrar família, despedida de solteira de outra, repetir uma viagem legal que já fizemos, ver show, e visitar os sogros na California. Estou animada demais pro verão! 

Percebi que tirei poucas fotos esse mês, então ficam aqui os poucos registros: 







*post esquecido nos rascunhos, mas antes tarde do que nunca rs.

01/12: Janeiro de 2023

Janeiro foi eterno.. e ainda bem que foi. É claro que a gente vai vendo o salário se esticando pelo mês, aquela sensação de que não acaba nunca. Mas não é absurdo pensar que um mês de 2023 já ficou pra trás? 

Eu comecei janeiro no Brasil, do jeito que eu mais gosto: de frente pro mar, pulando ondas, vendo fogos, passando calor e lavando o ano velho com água salgada. Isso me recarrega as baterias de um jeito que eu nem sei explicar. Foram dias deliciosos, de muita preguiça, descanso, zero festa. Em São Paulo ainda reencontrei a família pra um último abraço antes de voltar pra gelada Suíça. Fomos buscar Carlito na creche, fui reencontrando amigos, voltamos ao trabalho, e aproveitamos os fins de semana para esquiar. Também fiz um detox de duas semanas que consistiu em ser completamente vegana (spoiler: não curti, e não é algo que levarei pra vida rs). Alias, já que comecei a falar... eu queria dar uma limpada nos excessos de fim de ano e férias, e encontrei uma pessoa que fazia entrega de refeições veganas em casa. Resolvi fazer por duas semanas. Não é que comi mal, muito pelo contrário. A maioria das refeições era saborosa, e todas muito nutritivas. Mas eu senti muita falta de proteína animal, ovos principalmente. E num dado momento, comecei a me sentir não muito bem disposta. Acho que talvez tenha sido uma virada de chave muito radical pra mim. Em todo caso, tirei dessa experiência a idéia de comer menos carne, e ser mais criativa na cozinha. 

Enquanto estava no Brasil fui vendo as notícias do Natal mais quente da história da Suíça: temperaturas beirando os 20 graus em Zurich no final de dezembro. Mas chegamos aqui na virada desse tempo, e fez foi muito frio - tivemos dias batendo em -14. Além de tudo, Zurich fica super cinzenta, um clima que pra mim é deprê. Então a energia saiu de começar a buscar as metas do ano. Eu e marido fomos nos rematricular na academia, e a gente começou a ir junto de vez em quando. Também comecei a fazer uns planos pro ano: viagens, mudanças de decoração e outras coisas. Isso tudo me repõe o gás que o inverno me tira rs. 

Algumas imagens de janeiro, antes de passar pras metas: 


Brasil dispensa legendas, né?!

Dando pontapé na temporada de esqui em Flumserberg

Encerrando o detox vegano com belo ovo estalado rs

Dias cinzas pela cidade

David Shrigley

Tirando um descanso em Engelberg

Vamos ao balanço das metas: 
- Priorizar o exercicio na minha rotina: estou ainda entrando no embalo. Não segui ainda a rotina de exercício que eu quero, mas já fiz mais do que em muitos meses do ano passado rs. Ainda tem espaço pra melhora. 

- Fazer um programa cultural por mês: fomos numa quinta feira na Kunstalle de Zurich. É um prédio onde funcionava antes uma cervejaria, e hoje é cheio de galerias e um museu. Às quintas a entrada é gratuíta e as galerias ficam abertas. Demos sorte porque uma das galerias estava com uma exposição bem legal do David Shrigley, e uma outra tava inaugurando uma mostra babado de uma artista belga que eu não conhecia, mas que me impactou, Berlinde de Bruyckere. Foi um rolê diferente, depois do trabalho, um fim relaxante e cheio de belezas pra um dia cansativo. Gostei muito! 

- Fazer um curso na minha área profissional - não, não cumpri essa meta ainda rs.. mas ela em si é um processo, né? E eu comecei esse mês fazendo pesquisas, vendo possibilidades, e agora marquei de conversar com uma pessoa cuja opinião é relevante pra mim, pra me ajudar na tomada de decisão. Ou seja, há progresso. 

- Conhecer lugares novos na Europa - como disse, tenho começado a pensar em viagens, mas ainda nada concreto. No entanto nesse mês já conhecemos um lugar novo na Suíça. Queríamos passar um fim de semana na montanha, e a princípio eu ia bookar uma estação que já fomos e gostamos. Mas aí no espírito de coisas novas, fomos esquiar em Engelberg, uma vila alpina perto de Luzern. A cidade é super pequena, mas o resort de esqui é grande, e aproveitamos bem. No entanto, achei as pistas bem difíceis, não é bem pro meu bico, e me cansou mais do que deveria. Provavelmente não vai entrar na lista dos lugares que a gente tenta ir todo ano rs.  

Tirando as metas escritas pra 2023, acho válido dizer que li 3 livros muito bons esse ano, todos de autores brasileiros: A Natureza da Mordida e Véspera, ambos da Carla Madeira (escritora do Tudo é Rio). Que escrita, meus amigos, que escrita! Só recomendo muito. Também li Feliz Ano Velho, clássico juvenil dos anos 80 rs, mas que eu ainda não tinha lido. Foi uma grata surpresa ver como um livro escrito por um homem brasileiro nos anos 80 pode envelhecer bem, e se manter tão atual. 

É isso, acho que janeiro foi um bom começo pra esse ano, e seguimos :)

O desafio para 2023

Já há alguns anos tenho focado em fazer poucas resoluções de ano novo, para que sejam mais objetivas, quantificáveis, possíveis e à prova de frutração braba rs. Tem funcionado, e no geral tenho me saído bem (e os posts com as retrospectivas de 2022 e 2021 estão aqui). E aí que depois de bastante refletir, venho aqui colocar minhas metas para o novo ano, e já inicio dizendo que, se esse ano não estou colocando meta sobre ler livros, fazer hikes e conhecer bares novos, é porque esses hábitos já estão bem inseridos na minha rotina, e quero mantê-los. Mas vamos lá:


- Priorizar o exercício físico na minha rotina: eu não sou apaixonada por academia, exercício e afins. E justamente por isso, assim que falta algum espacinho na minha agenda, é ele que cai fora. Mas isso vai ter que mudar. Quero ser aquela pessoa que fala só posso ir depois do pilates rs.


- Fazer um programa cultural por mês: embora tenha conhecido muito de Zurich pelos últimos anos, a verdade é que fiz pouco programa cultural aqui. Em dezembro, dois anos e meio morando na cidade, fui conhecer um museu rs, e eu acho é vergonhoso. Eu já fui uma pessoa enlouquecida por mostra, cinema, show, etc. Então vamos de compromisso. E pra ficar mais interessante, fiz o bofe incluir essa meta nas dele também.


- Fazer um curso na minha área profissional: não sei se saudade de estudar é a melhor forma de descrever o que sinto rs.. Mas me sinto uma esponja com tudo que é sobre recursos humanos, minha nova área de atuação. Ao longo de 2022 fiz muitos cursos rápidos, e achei tudo muito interessante. Então fica aí essa idéia de começar um curso mais intenso na área. 


- Conhecer lugares novos pela Europa: Com a pandemia e suas limitações, a gente acabou acostumando a viajar bastante de carro - e tendo um cachorro, é bem mais conveniente. Mas isso também acabou limitando um pouco nossos passeios aos países vizinhos. A Suíça é muito bem localizada e tem muitos vizinhos rs, então isso não foi necessariamente ruim. Mas até dent ro desses países vizinhos a gente repetiu bastante destino (Oi Alsace rs), porque eu sou uma pessoa que gosta de repetir destinos. Mas em 2023 eu quero sentir mais aquele friozinho na barriga de conhecer lugares 100% novos. Não vou colocar um target numérico aqui, mas espero ao fim do ano ter adicionado algum país novo no meu repertório, algumas cidades novas dentro dos países que conheço, e até lugares novos pela Suíça, por que não? É isso aí. 


 Let the fun begin :)  

*(e essa foto é só porque as metas de 2023 foram gestadas debaixo desse guarda-sol e regadas à água de coco)

Um balanço de 2022

Ola Ola... mais um ano por aqui, e mais uma vez desejando um ano lindíssimo pra gente, pra quem lê, pra quem não lê, e pra quem jamais leu rs. Estou aqui cheia de esperanças e boas idéias pra 2023, mas antes de olhar pra frente, eu queria tirar um tempinho pra fazer minha reflexão do ano que passou. Um exercício que me trás satisfação, e que quase sempre me deixa grata. 


No começo do ano eu fiz um post sobre o que eu queria pra 2022. Tracei ali algumas metas e ao longo dos meses fui vindo aqui prestar contas. Esse é o meu jeitinho de ir acompanhando a minha evolução, mas também um mínimo de accountability - e tivemos aqui altos e baixos. E ali pro fim do ano, mais precisamente em setembro, a coisa desandou na minha rotina de postagem. Eu falei um pouco aqui - sem falar, mas falei rs espero que me entendam. Mas a verdade é que a vida me engoliu, e eu não tentei fugir não. Me deixei ser engolida, fui fazendo o que dava, quando dava. E confesso que o gostinho na boca ficou meio amargo, e explico: com essas metas, estou tentando ter um pouco mais de disciplina, e embora tenha começado bem, desandou legal. Mas ok, ok.. novo ano, novas possibilidades. 


Mas vejam bem, não é que eu fui um desastre. Não fui não. Vejamos: 

- ler ao menos dois livros por mês: foram 30 livros. Fiquei chocada ao fazer essa conta rs. Não somente por, mais uma vez, atingir e sobrar na minha meta. Mas porque eu li realmente muito livro BOM. Falei de vários aqui ao longo dos meses, mas também dei uma pensada e acho que consigo eleger os favoritos do ano: A Pediatra, O Lugar, O Parque das Irmãs Magníficas, O Ano do Pensamento Mágico e Suíte Tóquio. 

- continuar minha busca por uma rotina saudável, com alimentação balanceada, exercício e pouca neura: ih rapaz, foi aqui que a coisa deu um duplo twist carpado. No fim do ano eu tentei correr atrás do preju e dar um gás no exercício, mas fim do ano e alimentação balanceada não combina, né hahaha.. enfim, não acho que fui bem nesse quesito. Mas a terapia ta em dia. 

- voltar a estudar alemão: depois de passar meses vindo aqui falar que essa meta tava esquecida no churrasco, foi lá em setembro que eu resolvi pelo menos começar a fazer duolingo. E embora não seja o que eu tinha em mente quando tracei esse objetivo, tem sido super bom. Desde então não perdi um dia de estudo: as vezes faço mais, as vezes menos, só pra manter a ofensiva rs. Mas pratico, sinto que meu vocabulário está melhorando, e eu to orgulhosa que essa meta aí correu por fora e foi alcançada. 

- fazer 12 hikes: mais uma meta alcançada com sucesso. Foram exatamente 12 rs... mas lugares lindos, paisagens incríveis, e um hábito suíço cada vez mais enraizado nessa brasileira. 

- conhecer um lugar novo por mês em Zurich: mais uma meta alcançada com sucesso. Foram bares, restaurantes, museu, um centro de esportes, e até um spa. Tem mais pra fazer, sempre tem. E eu vou manter essa meta na minha agenda, porque acho que explorar é preciso. 


Enfim, nem foi tudo negativo, muito pelo contrário: no frigir dos ovos, alcancei praticamente todas minhas metas, mas eu sei que A meta pra mim é justamente aquela em que falhei: cuidar de mim. Mas ok, vamos que vamos. 


Mas um ano não é só feito de metas, e esse ano foi bom em muitos aspectos, e eu acho que vale registrar outras nuances, conquistas e coisas das quais me orgulho. 

- uma rede de amizade, amor e apoio: estamos na Suíça já há seis anos, e claro que fizemos muitos amigos. Mas essa vida de imigrante é bem inconstante, e muitos desses amigos já não moram mais no país. Com a nossa mudança pra Zurich, expandimos nosso círculo de amizades para além dos reinos dos professores internacionais (comunidade do marido, que ta sempre em movimento), e hoje temos aqui uma rede de amigos que são a família que todo imigrante precisa ter. Gente que tá junto, que se apoia nos momentos complicados, que festeja as conquistas, que quer estar junto pra assistir TV, pra tomar um café, pra falar merda e pra dar risada. Gente do Brasil, dos EUA, da Espanha, da Italia, da Suíça, das Ilhas Maurício (!!!), do Zimbabwe, da França, de um monte de outros lugares. E isso pra mim é uma consquista imensa, porque fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho e eu acho que todo mundo entendeu essa frase errado. 


- uma carreira que eu gosto e que me realiza: já falei algumas vezes da minha transição do jurídico para o RH, que se consolidou em junho do ano passado quando comecei efetivamente numa vaga dentro do departamento. Terminei 2021 num baque, quando a chefe que apostou em mim e me contratou (apesar da minha falta de experiencia na área) deixou a empresa repentinamente, gerando uma grande insegurança. Comecei o ano tendo que me provar pra uma liderança nova, e termino com um reconhecimento enorme. Sei que confiam em mim, veem meu talento e meu potencial para me consolidar como uma profissional de RH. E é claro que passo muito nervoso e reclamo pra cacete, mas me sinto feliz demais com minhas escolhas, sei que eu finalmente encontrei meu caminho e vejo muitas possibilidades para o futuro. Além disso, trabalho numa empresa que reflete muito dos valores em que acredito, onde me sinto confortável para ser 100% eu e que me remunera dignamente rs. 


- uma cidade linda pra chamar de casa: quando eu vou pra Berna, as vezes eu choro de saudades. Berna é linda, e foi nossa primeira casa da Suíça. Moldou nossa vida aqui, nossa integração, foi pano de fundo pra consolidação fortíssima da união de um casal que havia se casado só há poucos meses. Mas eu quis me mudar pra Zurich, eu convenci o marido que valia a pena, e eu recebo confirmações constantes de que fizemos a escolha certa. 2022 foi nosso primeiro ano aqui sem restrições pandemicas, e foi o ano em que vimos Zurich em todo seu potencial. É uma cidade INCRÍVEL pra se morar, em qualquer época do ano. É vibrante, é aconchegante, é pequena mas é grande, é low profile mas te permite ser extravagente, e é belíssima. Não foi uma nem duas vezes que, andando por aí, apertei a mão do bofe bem forte e a gente se olhou como quem sabe que está exatamente onde deveria estar.  


E pra fechar, fica aqui uma pequena retrospectiva em belas imagens desse ano, que não foi feito de metas, mas foi feito de vida, alegrias, viagens incríveis, muito trabalho, amigos FODAS, momentos difícis, muita diversão, muita lágrima, e muito amor! Cheers to 2023!


JANEIRO: Curtindo o inverno e a neve, depois de começar o ano no calor do Brasil



FEVEREIRO: Entre subidas pra montanha, e stress no trabalho, achamos tempo pra ir comemorar o aniversário de marido em Freiburg, na Alemanha


MARÇO: reembalando nas viagens mais distantes depois da pandemia, fomos conhecer o Porto, num dos fins de semana mais legais do ano


ABRIL: Abrimos o que eu chamei o nosso ano francês com uma viagem para a região de Champange


MAIO: Finalmente voltei a Berlin, que uma vez foi minha cidade favorita no mundo. E depois tivemos dias muito felizes com a visita do meu irmão, minha cunhada e sobrinha mais fofa do mundo



JUNHO: O verão pegando fogo em Zurich, e eu recebendo várias amigas queridas aqui em casa. Foi o mês de casa cheia e coração preenchido


JULHO: Começamos o mês visitando Dubrovinik, uma viagem agendada em 2019 rs, e terminamos mais uma vez em território francês, na belíssima Lyon



AGOSTO: mês de férias, de reencontro com mey baby, de passear por Paris, pela Normandia, de ir pra festival, de curtir muito o verão antes dele fugir


SETEMBRO: Um fim de semana na Suíça francesa


OUTUBRO: Férias pelo norte da Itália



NOVEMBRO: Começando o inverno em cima dos alpes, e no aconchego do lar



DEZEMBRO: entre tantas festas, confraternizações e alegrias de fim de ano, fomos recarregar as baterias primeiro no meio da neve, e depois na praia 




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