Já falei
aqui do meu caso de amor bem resolvido com o Rio. E é amor demais. Eu estou iniciando minhas "despedidas" (eu sei que temporárias, porque esses lugares estarão me esperando aqui pra sempre) e estou mega sentimental, então quis fazer uma viagem pra me despedir da cidade que é número 1 no meu coração. Sim... Amo Berlim, amo Chicago, mas o Rio pra mim é campeão. Não me contive a somente fazer minha listinha do que
ver em SP antes de ir. Eu também fiz a minha listinha da ultimate trip ao Rio, então senta que lá vem postão.
Como aqui é pobreza, e estamos guardando todo e qualquer centavo, essa viagem só aconteceu porque fomos de ônibus e ficamos na casa de um amigo. Viajamos de quinta pra sexta, chegamos lá cedinho. Aproveitamos que o dia estava bonito e fomos pro nº 1 da lista: praia da Zona Oeste. Sempre ouvi falar que essas praias afastadas são mais tranquilas - e limpas - do que as da zona sul, mas são de difícil acesso pros turistas sem carro. Meu amigo levou a gente lá, e de quebra deu um super tour na zona oeste. Passamos pelas grandes avenidas da Barra, praia, e pelo que será o Parque Olímpico, onde estão os grandes ginásios que, né, nessas alturas deveriam estar prontos, mas são um verdadeiro canteiro de obras.
A Prainha fica na casa do chapéu. Gente, como é longe. Depois de rodar esse tantão, chegamos lá e valeu toda a jornada. Uma avenidinha simples, um lugar sossegado e um mar limpinho.
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| A avenida da Prainha |
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| E esse mar... |
Depois de tirar uns cochilos na praia, dar um mergulho esperto e por o bronze em dia, percebi que por ali mesmo eu podia resolver outro item da minha lista: fazer uma trilha. O Rio tem trilhas lindíssimas, e quase todas elas se encerram com uma vista de tirar o fôlego. Eu tinha pensado em fazer a trilha do Pão de Açúcar, que ouvi falar que é facinha. Mas ali na Prainha tem o Mirante do Caeté, e estando ali, resolvemos fazer. É meia horinha de subida, super sossegado. Subi de biquini e chinelo mesmo. A natureza é super exuberante, muito verde, e de vez em quando a mata abre pra gente espiar o mar.
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| A vista no caminho |
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| E o presente pra quem sobe :) |
Depois de repor as energias e tirar fotos bonitas, descemos- foi ainda mais rapidinho - e seguimos passeando pela orla. O mar estava muuuuito azul, areia branquinha, e eu fiquei apaixonada pela praia da Barra - e só a praia, devo dizer que achei a parte town da área muito americanizada num mau sentido. Mas enfim. Seguimos para a Vista Chinesa. Se na praia o dia estava clarinho e ensolarado, na zona sul a coisa tava mais nublada. Num dia bonito, na Vista Chinesa a foto é essa:
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| Foto do TimeOut |
Eu não dei sorte, e não consegui nenhuma foto publicável. Mas o lugar é lindo, o caminho até lá é super bonito, e nem parece que estamos no meio de uma metrópole do tamanho do Rio. Fomos comer um sushi esperto no Bentô, um restaurante tranquilinho em Ipanema. A idéia era dar um cochilo pra sair de noite, mas adivinha quem só acordou às 9h da manhã de sábado? Isso mesmo, Gabriela e sua trupe.
Acordando, fomos direto resolver uma
pendência que eu tenho na minha to do list do rio há tempos: o
Parque Lage. O Parque fica na Av. Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio e como meu amigo mora na Lagoa naquele pedaço, fomos andando. No local hoje funciona uma escola de artes, mas foi construído em mil novecentos e qualquer coisa por um rico para sua esposa, que era cantora lírica. Detalhes da história
aqui. Fato é que o lugar é de cair o queixo. Uma vista maravilhosa pro Corcovado, um jardim que mais parece uma floresta, torres, laguinhos, inclusive uma gruta. A jóia é o casarão construído ao redor de uma piscina, onde fica o Café Plage, que serve um brunch delicioso.
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| O que é esse lugar? |
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| Por dentro, mesinhas em torno da piscina |
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| E o brunch delícia, com ovos, frutas, frios, pães, geléia, iogurte fresco e bolo |
Esse brunch ta na minha mira há anos, mas sempre que acordo no Rio, meu instinto tropical me manda pra praia. Dessa vez não deixei passar, e valeu cada um dos 20 minutos de fila. Foi rápido, sei que aos sábados o povo amarga 1h de espera. Mas tudo conspirou a meu favor :)
Depois de andar pela "floresta" e respirar ar puro, seguimos pro centro. A idéia era ir no Museu do Amanhã, na reformadíssima e linda Praça Mauá. Mas dessa vez a fila não conspirou a meu favor, e diante da espera de 2h debaixo de mormaço, desistimos.
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| Filinha de leve na Baia |
Não entramos no museu, mas andamos no passeio que contorna a construção. Fizeram uns espelhos d´água, um jardim, e é tudo muito lindo.
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| Reflexos do Amanhã |
Como eu disse da outra vez, a visita à Praça Mauá vale muito a pena, independentemente de entrar no museu. O espaço está lindo, a vista da Baia, com a Ponte Rio-Niterói ao fundo é icônica, e sempre tem uma festinha, um sonzinho, uma faísca cultural rolando. Também tem um letreiro Cidade Olimpica, tipo IAmsterdam, que o povo adora tirar foto. E eu também.
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| Maturidade: não trabalhamos. |
Como não rolou o Museu do Amanhã, e o MAR- Museu de Arte do Rio- que fica ali na frente, já tínhamos visitado, resolvemos bater perna pelo Centro Antigo do Rio. Fomos ao Mosteiro de São Bento, acho que a igreja mais ostentação que eu já fui na vida. Mas sim, é LINDA demais.
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| Muito ouro! |
Paramos no CCBB, onde estava tendo uma exposição Zeitgeist - A Arte da nova Berlim. Minha cara, né. Quadros, pinturas, e muito clubbing. Eu amei a exposição, que conseguiu me levar pra Berlim por alguns instantes. Seguimos por vários bequinhos interessantes, e chegamos até a praça onde a cidade do Rio de Janeiro foi fundada por Estácio de Sá. Passamos por uma feirinha de antiguidades e quinquilharias interessantíssima, e muita arte de rua.
Fomos então tomar uma cervejinha esperta em Santa Tereza, bairro famoso por sua arte de rua, sambinha nas portinhas e bondinho, que infelizmente não estava passando. Sentamos ali na calçada do Bar do Mineiro, e entre cervejas, caipirinhas e pastel de feijoada, o dia foi passando.
Começou a dar uns pingos, então fomos nos esconder num bar na Lapa, ali embaixo. O escolhido foi o Nova Capela, bar super tradicional e presente no Rio desde 1903. Comemos um bolinho de bacalhau de chorar de bom, tomamos mais uma cervejinha, e fomos tentar comprar ingresso pro show da Elza Soares no Circo Voador, mas não rolou, estava esgotado. Pra não perder a viagem, batemos mais um pouco de perna.
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| Escadaria Selaron |
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| E os arcos <3 |
De noite fomos num bar, e depois pegamos uma baladinha gay em Copa, pra dançar muito bate cabelo. Embora eu tenha me divertido muito, não vou encompridar esse post com isso, porque pra mim o Rio é uma cidade do dia, e as baladas não são um must não.
Domingo era dia de fazer o que eu mais gosto: dia de praia em Ipanema. E pra isso o Rio me abriu um baita sol, com céu e mar azul. Não tem coisa que eu goste mais de fazer no Rio do que isso. Abrir minha canga em Ipanema e passar o dia lendo livro, tomando cerveja, comendo biscoito Globo, mergulhando (e tomando caldo) naquele mar agitado. E assim passei o meu domingo, até dar a hora de vir embora.
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| Meus amores. O Rio e esse Gringo no skate |
Sair do Rio ontem foi dolorido. Desde que coloquei meus pés na cidade pela primeira vez, em 2009, eu sempre voltei. Sempre soube que ia voltar, que a próxima ida estava logo ali. E assim foi que eu cheguei e saí do Rio 17 vezes (se não tiver esquecido nenhuma viagem). Ontem olhei pro Cristo e caí no choro. Saber que não colocarei meus pés de novo naquele solo sagrado em 3, 4 meses, me apertou o coração.
Mas eu sei que ele estará lá me esperando de braços abertos. Como sempre esteve. Desde esse dia aqui, em 2009.