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| Pelo mato, e Carlito mostrando o caminho |
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| Trabalhando num café num dia chuvoso |
| Bem endiabrada de drinks no primeiro dia das férias |
| E fingindo finesse na Italia |
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| Mesa posta |
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| Terminando o mês em Amsterdam |
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| Pelo mato, e Carlito mostrando o caminho |
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| Trabalhando num café num dia chuvoso |
| Bem endiabrada de drinks no primeiro dia das férias |
| E fingindo finesse na Italia |
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| Mesa posta |
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| Terminando o mês em Amsterdam |
Teve um tempo em que eu fazia posts completíssimos sobre viagem nesse blog, porque eu achava que poderia ajudar alguém. E de fato, as vezes ajudava e bastante gente apareceu aqui por conta dos relatos de Cuba. Mas hoje em dia não é mais o caso, e aí eu me pergunto: a quem interessa um post de viagem? E eu me respondo: a mim mesma. Acho que preciso me lembrar que há vida na beira da praia fora do calor escaldante do verão.
O nosso planejamento de férias é sempre um pouco complicado porque Matt não tem nenhuma flexibilidade. É professor, e só pode tirar férias durante as férias escolares. Alguns lugares, como a Grécia, o litoral Italiano, são excelente pedidas no mês de setembro, quando a horda de turistas da uma reduzida, mas a temperatura segue alta suficiente pra dar praia. Porém as férias da escola são em outubro, rs. E com outubro tive que me contentar. Pensamos em vários lugares mais quentes, como Egito, Marrocos, Jordania, mas embora os destinos em si fossem bem em conta, as passagens saindo da Suíça estavam pela hora da morte. E foi assim, que voamos pra Brindisi, uma cidade portuária no salto da bota italiana, a região da Puglia. A expectativa de temperatura da época é entre 13 e 23 graus, bem longe dos 40 do verão, e também longe dos 4, 5 que tem feito em Zurich.
Passamos cinco dias baseados em Lecce, uma cidade maravilhosa de origem grega, e explorando a região de carro. Foram cinco dias de comidas incríveis, paisagens lindas, cidades encantadoras, e principalmente, de sossego. Pouca gente, pouco turista, e zero necessidade de se preocupar com reserva, com lotação, com lugar pra estacionar, com covid, com nada. Até os lugares mais pitorescos e instagramáveis estavam puro sossego. Foi maravilhoso. E quando digo sem nem preocupar com covid: a Italia ta é de parabéns. Ou a Puglia, sei lá. Mas muita gente usando máscara, todo mundo mantendo distância, e um balé coordenado de gente com noção que você nem lembrava que tinha que se preocupar. Era só botar a máscara e ir, porque tudo ia fluindo de forma segura.
Não vou entrar muito nos detalhes de roteiro acho que tem gente por aí fazendo conteúdo mais apropriado. Mas aos poucos acabamos desbravando a região quase toda, aproveitamos dias de praia (sem mar pra mim, marido até se jogou na água), vimos pores do sol espetaculares, dirigimos sob a lua cheia todos os dias, e registramos memórias que vou dividir em imagens, mas queria também registrar algumas coisas:
Agora voilà, chega de falação, e vamos de belezas, que é pra lembrar que as férias de outubro de 2021 foram delícia:
| Cidades ocres... |
| ... com pitadas de cor (e com uma menina exibida posando pra tudo que é foto rs) |
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| Pasticciotto & Capuccino, minha dupla favorita |
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| Paisagens lindas |
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| E cidades fofas |
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| Ruas que encontrar o mar |
| E essa luz |
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| Selfie no por do sol, bem podrinha e feliz <3 |
Setembro foi um mês muito feliz, e é com atraso mas muita nostalgia que venho contar sobre ele. Se o verão foi bem capenga por essas terras, setembro nos reservou dias bonitos, ensolarados, de temperaturas as vezes amenas, as vezes pra dar um gostinho do calor que quase não tivemos. Tivemos dias incríveis na beira do rio, e pela primeira vez pegamos um barquinho e desaparecemos pelo lago de Zurich. Também fui numa festa - a céu aberto, mas uma festa - pela primeira vez em um ano e tanto, e me dei conta de como sentia falta disso. Tive meu momento de beber muito vinho e acordar de ressaca e com passagem pra um fim de semana com as amigas compradas. E o principal: setembro eu revi a minha mãe, num reencontro bem avassalador e que mexeu demais com meu coração de imigrante.
Essas lembranças me fazem esquecer que eu estive a beira de um ataque de nervos esse mês: trabalhando muito, até tarde vários dias, com várias frustrações, cansada, negligenciando a casa, o cão, sobrecarregando o marido, e pensando várias vezes onde amarrei meu burro. Mas eu me cerco de pessoas incríveis, e quando desligo o computador, eu to no meu mundo, e eu sempre dou meu jeito de me divertir, de relaxar, de focar no lado bom da vida.
Ficam aqui registros desse mês feliz, que trouxe uma perspectiva forte de vida normal, cheio de felicidade, reencontro, e sol.
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| Com Cartlitinho na beira do rio |
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| Montanha acima |
| Vinho a dentro |
| Festando |
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| Mergulhando |
| A vida que eu pedi |
E também teve as minhas metas, né?! Que seguem aqui, firmes e fortes:
- cuidar do corpo e da saúde: não fiz nenhum exercício além de andar por aí, pedalar de bar em bar e carregar garrafa de vinho. Comi bastante porque não é todo dia num ano pandêmico que minha mãe vem aqui né? E isso foi é um bálsamo pro meu psicológico, então ta valendo DEMAIS.
- ler um livro por mês: Li o hypado "Maybe you should talk to someone", livro de uma terapeuta e sobre terapia. É meio auto ajuda? É. É bom? Também. Eu acredito muito em terapia, fiz por anos, e voltei a fazer ano passado depois de uma crise. Acho que todo mundo se beneficia de auto conhecimento, e o livro faz um belo serviço em trazer essas perspectivas de que terapia é pra todo mundo, afastando esse eterno preconceito de que é coisa de doido.
Sobre procrastinar menos, uma nota: no post de agosto tive dois comentários comuns, de gente que me conhece, falando que dado o tanto de coisa que eu faço, não tem como eu ser tão procrastinadora. Pois vejam bem: eu não procrastino tudo, o problema é justamente coisas que me dão preguiça. Isso pode variar da planta que ficou aqui mais de 3 meses pra ser replantada (e acabou salva pelas mãos de mamãe), como pode ser sobre coisas de trabalho. Eu tenho uma tendência a ignorar coisas que não quero fazer. E ai elas me mordem na bunda lá em cima do prazo. Melhorei? Sim. Sigo procrastinando? Também.
Também não visitei outros cantões, mas to dobrando a meta na girls trip rs
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| Verão de muita chuva... |
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| E por isso aproveitamos todo e qualquer dia de sol |
| Foto de qualidade bem meh, mas importante registrar meu pulo da ponte no Aare rs |
| Dia de escritório |
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| E dia de home office |
| E cheirinho no Carlito, sempre |
Olaaa.. tem alguém ai? Acho que não rs. Mas venho, atrasadamente, fazer o resumão de julho, que foi um mês mega intenso e cheio de coisas boas.
Teve muita viagem, e eu não passei um fim de semana em casa. Comecei o mês em Mallorca, numa viagem de 4 dias que pareceram 10. Passamos também um fim de semana em Dijon, na região francesa de Borgonha, que é bem perto daqui. Um outro fim de semana em Lugano, na Suíça italiana. Acabei o mês na finalmente reencontrando meu Baby (spoiler: é quase um adolescente) e a família do bofe. Essas escapadas todas foram providenciais, já que não parou de chover um minuto em Zurich - e agora, enquanto escrevo, já de volta em casa, chove lá fora. O verão desistiu da Suíça esse ano, é um fato consumado. Teve foi muita chuva, enchentes, tempestades e temperaturas bem amenas. Pra quem me conhece, sabe o tamanho da tragédia que isso significa rs... então sou MUITO grata, mais do que sempre, por estar nessa posição de privilégio extremo, que é estar duplamente vacinada, poder viajar e visitar família, e passar calor em outros cantos.
[Um parênteses aqui. Eu adoraria falar que viajei de forma segura e seguindo todos os protocolos e bla bla bla. A real: viajar de avião, pode seguir todo e qualquer protocolo, é a coisa mais arriscada que eu já fiz. Você fica SIM muito próximo de outras pessoas, a mercê do cuidado delas. Até a ida para Mallorca eu não tinha saído da Suíça desde que tudo isso começou. E embora a gente passeie bastante pelo país, sempre priorizamos viagens de carro, alugamos apartamentos onde temos mais controle sobre o contato com estranhos, e só vamos a restaurantes se puder sentar fora. Agora dentro dum avião, não tem muito jeito... viajei para a Espanha e depois para os EUA, e me senti exposta e fazendo merda, mesmo vacinada, usando máscara, e sim, seguindo os protocolos dos governos. O novo normal é esse, e é uma merda.]
Entre uma viagem e outra teve muito trabalho, inclusive inaugurei uma categoria de cagadas novas na minha vida: eu trabalhei uma semana da California, com 9h de fuso. Começava meu expediente as 3:30 da manhã, e minha recomendação é: evitem. Fiquei exausta, acabada. Mas valeu a pena, pois pude passar um tempo a mais com meu Baby, o que nesse momento era a prioridade. Mas percebi que, nesse primeiro momento do job novo, minha vida tem se resumido a ter dias de semana bem longos e intensos, e fins de semana total dedicado a relaxar e curtir.
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| Mallorca: dias felizes ao mar... que bela ideia! |
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| Nosso hotspot em Gandria, no Ticino |
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| I <3 Lugano |
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| Lugano do alto |
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| Por do sol dramático em Zurich depois de um dia de chuva |
A gente piscou, metade do ano passou, e estamos aqui, passados com a rapidez do tempo, como as velhas que somos rs. Porque eu sei que se alguém ta lendo esse caído blog, ta besta também. Junho foi um sopro que passou enquanto eu trabalhava todo santo dia até 11h da noite. Teve dia que eu consegui fazer um break as 5h da tarde pra tomar um sol na beira do rio, mas foi invariávelmente um break, e eu voltava todo dia pra um terceiro turno. Trabalhei demais. Mas dessa vez, for once, não é uma reclamação.
Acho que há uns bons anos, na época da mudança do Brasil, eu comentei em algum post que eu gostaria muito de me aventurar fora do Direito. Eu tinha uma área em mente, uma idéia bem clara do que queria, mas foi mais difícil de botar em prática do que eu imaginava. Com 10 anos de carreira jurídica nas costas, eu não era lá muito atrativa em outra área, ainda mais num mercado estrangeiro.Então enfiei a viola no saco e fui fazer o que sei fazer bem: contratos, governança, etc. Mas a minha idéia estava ali, e eu fui trabalhando ela dentro da empresa, fui cavando oportunidades. E então, em abril, aconteceu o que eu jamais imaginei: duas oportunidades, dentro da empresa onde eu queria ficar, na área que eu queria trabalhar. E foi assim que, dia 1o de junho, comecei oficialmente a minha carreira no RH. Tem sido uma jornada enorme, porque além de me adaptar a um emprego novo - a empresa é a mesma, todo o resto é diferente: time, colegas, forma de trabalhar, rede de contatos, tudo - eu estou numa área que não domino. Então esse primeiro mês foi mesmo muito puxado, demandou demais de mim, teve sim um monte de insegurança mas, aos poucos, estou começando a me sentir confortável. Estou muito feliz, estou realizada. Depois de 5 anos, eu finalmente tenho um contrato de trabalho permanente, na área que eu quero, e numa das maiores empresas suíças. Um orgulho daqueles!
Mas nem só de trabalho vive esta pessoa que vos fala. Apesar da chuva que insiste em cair sobre a Suíça, fazendo o pior verão desde que cheguei aqui, a gente da os pulo e se diverte. Vejamos:
| Teve trilha molhada num belíssimo campo de papoulas, em Meilen, no lago de Zurich |
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| Teve pausa no expediente pra dar um mergulho no Limmat |
| Teve um fim de semana de sol, lago e glamour em Montreux, uma das minhas cidades favoritas |
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| Teve aniversário de um ano da adoção do cachorro mais fofo do universo <3 |
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| Teve segunda dose da vacina #VIVAACIENCIA |
| E teve também aquelas 24h em que a vacina me derrubou demais da conta e eu fiquei aí largada sendo cuidada pelo cão |